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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

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Em busca de um milagre: Embaraço no destino político de Leila Barros

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O ano eleitoral de 2026 não será nada fácil para a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) permanecer na política brasiliense, caso não opte por disputar uma das oito vagas para a Câmara Federal ou buscar uma das 24 vagas da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Caso a situação atual persista até 2026, a senadora e presidente do PDT-DF, um partido de menor expressão no Distrito Federal, não terá outra opção se não seguir o caminho oposto para manter seu poder político.

Leila iniciou sua trajetória política ao ser eleita senadora em 2018, na chapa majoritária liderada pelo então governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que foi derrotada pelo então desconhecido candidato ao Buriti, Ibaneis Rocha (MDB)

Quatro anos antes, a jogadora de vôlei tentou uma vaga de deputada distrital pelo PRB, mas não teve os votos necessários para ter o mandato.

Em 2018, virou a chave. Naquela eleição, Leila recebeu 467.787 votos, o equivalente a 17,76% dos votos válidos. Arrebentou a boca do balão.

É comum, no DF, senadores da República, que têm um mandato de oito anos, apoiarem várias candidaturas ou disputarem um cargo de governador, sem correr nenhum risco por estarem no meio do mandato.

Foi o caso de Leila e de Izalci Lucas. Ela ficou em quinto lugar e ele em sexto. Os votos de Leila em relação a 2018 baixaram mais que maré de quarto.

Leila obteve uma votação de 79.597 votos, um número inferior à expressiva votação de 2018.

Resultados mixurucos como esses podem, sem dúvida, causar danos eleitorais futuros devido à sua fixação no consciente popular.

Daqui até 2026, cada dia é menos um dia para o fim do mandato da ex-jogadora de basquete.

Tentar a reeleição é muito difícil diante de nomes eleitoralmente mais competitivos que ela.

Na disputa das duas vagas em 2026, vai ter nomes de peso eleitoral como o do agora governador Ibaneis Rocha (MDB), além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Não se pode esquecer o nome da professora Rosilene Correa (PT), que teve uma boa votação em 2022 na disputa pela única vaga do Senado, ficando atrás da eleita Damares Alves e da não eleita Flavia, ex-Arruda.

Seria Leila Barros uma postulante à vaga de deputada federal?

Pode ser. Entretanto, há o risco de não ser eleita se o seu partido de origem, o PDT, não encontrar candidatos dispostos a formar uma nominata para ser a via de acesso para elegê-la.

O destino político empurra Leila para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde disputou a primeira eleição em 2014, sem sucesso.

Pode ser que, desta vez, ela consiga se eleger com um número suficiente de votos, além de poder eleger mais um distrital do seu partido. Quem sabe?

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*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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