O caso do Banco Master, cujos tentáculos alcançam o governo Lula e expõem as engrenagens de um sistema político contaminado, obriga o Partido dos Trabalhadores (PT), especialmente no Distrito Federal, a recorrer a uma velha prática: desviar o foco.
Na capital do país, onde o partido carrega uma rejeição persistente desde o fim do último governo petista local, em 2014, período que terminou marcado pela prisão de Agnelo Queiroz por corrupção, a estratégia parece clara.
Em vez de enfrentar o desgaste provocado pela proximidade do banqueiro Daniel Vorcaro com o poder central, o PT tenta jogar o lixo pra debaixo do tapete.
O silencio seletivo não não ajuda. Pesquisas recentes indicam que o governo Lula enfrenta desaprovação superior a 60% entre os brasilienses. Esse desgaste respinga diretamente no projeto eleitoral do partido no Distrito Federal.
Chico Vigilante, que se autodenomina “Chico Vigilante Lula da Silva”, exemplifica essa tática.
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Em discursos na Câmara Legislativa, ele exige CPI para o BRB, critica o governador Ibaneis, mas poupa o STF, onde ministros aparecem envolvidos.
Fica mudo sobre o dia em que Vorcaro foi recebido com tapete vermelho por Lula e seus ministros do Palácio do Planalto fora da agenda.
Suas narrativas já não convencem na corrida eleitoral de 2026: Lula segue com avaliação péssima no DF, e o candidato petista ao Buriti, Leandro Grass, patina nas pesquisas, com 13% a 16% das intenções de voto.
Ele perde até para a distrital Paula Belmonte (Cidadania), que aparece com percentuais semelhantes ou superiores em cenários estimulados, enquanto nomes como Celina Leão lideram com folga.
Outro caso que faz prender a língua solta de Chico é o esquema envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo a PF, o filho do presidente atuou como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em fraudes bilionárias no INSS.
A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que recebeu R$ 1,5 milhão do Careca e gastou R$ 474,5 mil em joias, é investigada sob suspeita de lavagem de dinheiro.
Como se vê, Chico Vigilante perde a língua aqui também.



