O que parecia, para muitos agorentos, um enterro anunciado do Banco de Brasília transformou-se numa demonstração de força política, articulação institucional e capacidade técnica da governadora Celina Leão.
Enquanto setores da oposição torciam pelo colapso do BRB, talvez imaginando dividendos eleitorais sobre uma hipotética tragédia financeira, a governadora entregou exatamente o oposto: uma solução concreta para impedir uma devastação econômica e social no Distrito Federal.
O afundamento do BRB não representaria apenas a falência de uma instituição financeira estratégica.
Seria uma tragédia de grandes proporções, com impacto sobre mais de 600 servidores, milhões de correntistas, cadeias econômicas locais e milhares de famílias hipossuficientes atendidas por programas sociais vinculados ao banco.
Haveria desemprego, retração econômica e um rastro de terra arrasada.
- Pode vir Arruda, Grass, Cappelli ou Caputo: Celina trabalha e vence todos
- Vaidade e estupidez: a morte anunciada do histórico MDB de Joaquim Roriz
- A última cartada de Ibaneis e Rafael Prudente só rebentou com o MDB do DF
- A fila anda: saída de Michelle e Ibaneis pode eleger a esquerda do DF no Senado
- Candidata ao Senado, Bia Kicis pode virá opção de vice na chapa de Flávio
Celina foi ao centro do poder. Em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, conduzida pelo ministro Luiz Fux, apresentou argumentos técnicos robustos sobre a gravidade da crise e a necessidade de preservar o BRB.
A governadora também destacou a importância estratégica da instituição para a economia do Distrito Federal e para milhares de famílias dependentes dos programas sociais ligados ao banco.
Os argumentos dde Celina foram suficientemente fortes para convencer até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a destravar uma engenharia financeira de até R$ 6,6 bilhões, viabilizada por meio do Fundo Garantidor de Créditos, sem aval direto da União.
A oposição torceu o nariz, mas teve de engolir o choro. O ex-governador Rodrigo Rollemberg, crítico da capacidade administrativa da governadora, viu sua narrativa perder fôlego diante da homologação do acordo pelo STF, que consolidou uma saída institucional para a crise do BRB.
A reação popular também falou alto. Centenas de servidores do banco foram às ruas para agradecer publicamente a quem, na prática, evitou o colapso de um patrimônio estratégico do povo brasiliense.



