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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Celina salva BRB, cala os profetas do caos e oposição engole choro no seco

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O que parecia, para muitos agorentos, um enterro anunciado do Banco de Brasília transformou-se numa demonstração de força política, articulação institucional e capacidade técnica da governadora Celina Leão.

Enquanto setores da oposição torciam pelo colapso do BRB, talvez imaginando dividendos eleitorais sobre uma hipotética tragédia financeira, a governadora entregou exatamente o oposto: uma solução concreta para impedir uma devastação econômica e social no Distrito Federal.

O afundamento do BRB não representaria apenas a falência de uma instituição financeira estratégica.

Seria uma tragédia de grandes proporções, com impacto sobre mais de 600 servidores, milhões de correntistas, cadeias econômicas locais e milhares de famílias hipossuficientes atendidas por programas sociais vinculados ao banco.

Haveria desemprego, retração econômica e um rastro de terra arrasada.

Celina foi ao centro do poder. Em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, conduzida pelo ministro Luiz Fux, apresentou argumentos técnicos robustos sobre a gravidade da crise e a necessidade de preservar o BRB.

A governadora também destacou a importância estratégica da instituição para a economia do Distrito Federal e para milhares de famílias dependentes dos programas sociais ligados ao banco.

Os argumentos dde Celina foram suficientemente fortes para convencer até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a destravar uma engenharia financeira de até R$ 6,6 bilhões, viabilizada por meio do Fundo Garantidor de Créditos, sem aval direto da União.

A oposição torceu o nariz, mas teve de engolir o choro. O ex-governador Rodrigo Rollemberg, crítico da capacidade administrativa da governadora, viu sua narrativa perder fôlego diante da homologação do acordo pelo STF, que consolidou uma saída institucional para a crise do BRB.

A reação popular também falou alto. Centenas de servidores do banco foram às ruas para agradecer publicamente a quem, na prática, evitou o colapso de um patrimônio estratégico do povo brasiliense.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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