O que parecia, para muitos agorentos, um enterro anunciado do Banco de Brasília transformou-se numa demonstração de força política, articulação institucional e capacidade técnica da governadora Celina Leão.
Enquanto setores da oposição torciam pelo colapso do BRB, talvez imaginando dividendos eleitorais sobre uma hipotética tragédia financeira, a governadora entregou exatamente o oposto: uma solução concreta para impedir uma devastação econômica e social no Distrito Federal.
O afundamento do BRB não representaria apenas a falência de uma instituição financeira estratégica.
Seria uma tragédia de grandes proporções, com impacto sobre mais de 600 servidores, milhões de correntistas, cadeias econômicas locais e milhares de famílias hipossuficientes atendidas por programas sociais vinculados ao banco.
Haveria desemprego, retração econômica e um rastro de terra arrasada.
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Celina foi ao centro do poder. Em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, conduzida pelo ministro Luiz Fux, apresentou argumentos técnicos robustos sobre a gravidade da crise e a necessidade de preservar o BRB.
A governadora também destacou a importância estratégica da instituição para a economia do Distrito Federal e para milhares de famílias dependentes dos programas sociais ligados ao banco.
Os argumentos dde Celina foram suficientemente fortes para convencer até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a destravar uma engenharia financeira de até R$ 6,6 bilhões, viabilizada por meio do Fundo Garantidor de Créditos, sem aval direto da União.
A oposição torceu o nariz, mas teve de engolir o choro. O ex-governador Rodrigo Rollemberg, crítico da capacidade administrativa da governadora, viu sua narrativa perder fôlego diante da homologação do acordo pelo STF, que consolidou uma saída institucional para a crise do BRB.
A reação popular também falou alto. Centenas de servidores do banco foram às ruas para agradecer publicamente a quem, na prática, evitou o colapso de um patrimônio estratégico do povo brasiliense.



