Celina Leão assumiu a governança do Distrito Federal em momento crítico e, desde então, tem mostrado habilidade política para evitar que crises se transformem em catástrofes institucionais.
Como vice-governadora, atuou na sequência do episódio do “8 de janeiro”, quando a intervenção do STF e o afastamento do então governador Ibaneis Rocha ameaçaram não apenas a estabilidade política, mas também a existência do Fundo Constitucional, vital para a segurança, a saúde e a educação.
Naqueles dias, Celina teve papel de “bombeira”, dialogando com firmeza para conter a intervenção federal e preservar recursos essenciais.
Agora, já governadora, ela enfrentou outro desafio monumental: o maior golpe da história do sistema financeiro brasileiro, que teve o Banco de Brasília (BRB) como principal vítima.
A operação envolvendo o Banco Master e a consequente liquidação extrajudicial decidida pelo BC, em janeiro de 2026, expôs fraudes complexas, compra de carteiras podres e uso da máquina pública para alimentar um esquema.
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Houve também bloqueios de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões em uma frente e R$ 12,2 bilhões em outra.
A Polícia Federal, com a Operação Compliance Zero, prisões e oitivas no STF, avança nas apurações, mas a recuperação dos recursos é um processo árduo.
Os adversários batem, mas a população reconhece o esforço político de Celina em proteger o BRB: sua postura de responsabilizar todos os envolvidos e de preservar a instituição visa manter empregos, crédito e o fluxo de recursos para políticas públicas do DF.
Prever uma data para o retorno do dinheiro seria irresponsável. A recuperação depende de bloqueios efetivos, rastreamento de ativos, desmonte de estruturas patrimoniais e decisões judiciais definitivas — etapas longas e incertas.
A lição é clara: banco público não pode virar cofre de aventuras privadas.



