O clima nos bastidores do Palácio do Buriti não está apenas quente; estrou em ponto de ebulição. O que era para ser uma simples “dobradinha” eleitoral em Planaltina pode transformar-se em crise, desafiando a construção do projeto de reeleição da governadora Celina Leão.
O líder do governo na CLDF, deputado Pepa (PP), decidiu flertar com o perigo ao desfilar de braços dados com o agora “persona non grata” do governo, Rafael Prudente (MDB).
Pepa subiu ao palanque, montado no último sábado (20), tentando vender a ideia de que sua união com Prudente tinha a “bênção” da governadora Celina Leão (PP), chegando a proclamá-la como a sua governadora.
Mas não foi bem isso que a plateia viu. Enquanto Pepa suava a camisa para jurar lealdade, Rafael Prudente sofria de uma “amnésia”: falou pelos cotovelos sobre si mesmo, mas não deixou escapar uma única palavra de apoio à reeleição de Celina.
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Para o grupo político da governadora, o silêncio de Prudente gritou mais alto que o discurso de Pepa.
O recado foi claro: Prudente não está no time de Celina; ele está jogando o seu próprio jogo, e esse jogo tem as digitais de José Roberto Arruda (PSD). Tornou-se um boneco de ventríloquo do inelegível.
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A pergunta que não quer calar nos corredores da CLDF é: até quando Celina vai tolerar seu líder de governo fortalecendo o palanque de quem quer tirá-la da cadeira?
Se Pepa continuar essa dança perigosa com Prudente, e, por tabela, com o grupo de Arruda, sua permanência na liderança do governo vai derreter mais rápido que gelo no asfalto de Planaltina.



