Ricardo Cappelli, que se apresenta como pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, parece ter deixado de lado uma das suas maiores promessas: a de morar no Sol Nascente.
Trazido para Brasília em 2022 pelo ministro do STF Flávio Dino, Cappelli tentou criar uma imagem de proximidade com as camadas populares, mas sua tática parece não ter dado certo.
A inusitada promessa de morar no Sol Nascente, a terceira maior favela do Brasil, foi abandonada antes mesmo de começar.
Sua breve visita à comunidade não convenceu os moradores, que veem nele um forasteiro distante de suas realidades.
Sua presença na comunidade durou apenas algumas horas, quando aproveitou para tirar algumas fotos para suas redes sociais. A partir daí, nunca mais falou no assunto.
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O histórico de Cappelli na capital federal não ajudou a fortalecer sua posição política.
Sua curta passagem como interventor da segurança pública do DF, que durou menos de 45 dias, não o fez ser uma liderança política consolidada. Ninguém mais se lembra mais da passagem meteórica de Cappelli.
Mesmo assim, ele acredita que é um bom nome para concorrer ao governo.
A sua preferência por lugares mais elitizados, como os jantares e bebidas nos restaurantes da Asa Sul, em detrimento dos “botecos” da periferia, gera a impressão de que sua ligação com as comunidades mais pobres é artificial e demagógica.
O episódio da promessa de morar no Sol Nascente sugere que Ricardo Cappelli tenta ser o que não é.



