Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Canoa furada: o inelegível Arruda é vetado em evento de filiação do PSD

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O deputado distrital Rogério Morro da Cruz impôs uma condição clara para sua filiação ao PSD: não seria obrigado a pedir voto para Arruda ou marchar ao lado dele. Arruda, foi  lançado pelo partido ao Buriti, mas é considerado inelegível pela Justiça.

Morro da Cruz foi taxativo: vai apoiar a reeleição da governadora Celina Leão (PP), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Distrito Federal.

Essa postura não é isolada. A maioria dos pré-candidatos do PSD-DF que se filiou neste sábado (04) segue o mesmo rumo. Eles fizeram acordo fechado e aceito pelo presidente regional da legenda, Paulo Octávio.

Foi exatamente por causa desse entendimento que Arruda foi vetado de participar do ato de filiação dos pré-candidatos.

O partido de PO optou pela preservação de sua nominata, cujo prazo de inscrição de pré-candidatos encerrou ontem, conforme regras do Tribunal Superior Eleitoral.

Ninguém quer arriscar um alinhamento cego a um nome como o de Arruda, que divide opiniões e enfrenta barreiras jurídicas.

Está certíssimo quem não quer marchar com o inelegível, mesmo sendo candidato pelo partido, no caso o PSD, ao qual ele se encontra para concorrer ao Buriti.

Nas eleições proporcionais, a fidelidade partidária protege o mandato coletivo, mas não anula a consciência individual do candidato.

Pedir voto para um candidato a governador de preferência pessoal, mesmo quando o partido tem outro nome, não configura infidelidade nem ameaça cassação do mandato de quem for eleito deputado distrital.

A jurisprudência do TSE e do STF é clara nesse sentido: apoio cruzado durante a campanha não gera perda de mandato.

Trocando em miúdos: obrigar filiados a defender um candidato rejeitado ou inelegível como Arruda, só enfraquece a legenda.

Mesmo com um pé em cada canoa, Paulo Octávio optou por liberar totalmente seus pré-candidatos na tentativa de salvar o PSD depois da debandada de deputados de peso que deixaram a legenda com a chegada de Arruda.

A grande maioria deles foge do inelegível como o diabo foge da cruz.”

 

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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