O ASSUNTO É

REGUFFE NÃO SERÁ CABO ELEITORAL DAS “MADALENAS ARREPENDIDAS”

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Após deixar um retiro de 30 dias, desligado completamente da cena política de Brasília, Reguffe retorna com um plano próprio para atuar nas eleições de outubro desse ano, mesmo sem ser candidato, já que tem mais quatro anos como senador pela frente. No plano mirabolante do senador não está incluído qualquer apoio aos candidatos da  “terceira via”, criada por Cristovam Buarque. Reguffe quer tentar construir o “regufismo” com vistas as eleições de 2022

Por Toni Duarte

O senador José Antonio Reguffe (sem partido), tem confessado  aos assessores mais próximos que não será cabo eleitoral de ninguém, nem mesmo do amigo senador Cristovam Buarque (PPS), construtor da “terceira via ” que abriga alguns partidos que até recentemente faziam parte do desastroso governo Rollemberg.

A chapa das “madalenas arrependidas”, expressão cunhada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), esperava que Reguffe se tornasse o avalista eleitoral de um projeto que a terceira via acredita que saia vencedor nas eleições desse ano.

O Radar apurou que a estratégia do senador Reguffe, eleito em 2014 pelo PDT, com quase 58% dos votos, a maioria oriundo da classe média de Brasília, é o de tentar construir o “regufismo” como novo modelo político em contraposição ao “rorizismo”, fenômeno político que perdura até hoje em torno do ex-governador Joaquim Roriz.

O senador estaria disposto a ajudar a eleger dois deputados federais e três distritais que seguissem as suas idéias e o mesmo modelo de atuação parlamentar como o de abrir mão de todas as benesses tais como:

Abrir mão dos salários extras; reduzir a verba de gabinete e o número de assessores, rejeitar a verba indenizatória; abrir mão do plano de saúde que os parlamentares têm direito e rejeitar qualquer convite para assumir cargos no governo seja federal ou local.

Reguffe acredita que o regufismo possa se consolidar em 2018 para que em 2022 ele esteja pronto para disputar o palácio do Buriti com regufistas puro-sangue e governar sem o “toma-lá-dá-cá”. Será que consegue? Claro que não. O senador também teria que criar um partido regusfita só pra ele.

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