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PL antifacção deixa de fora “andar de cima” do crime, diz Sarrubbo

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O texto aprovado pela Câmara dos Deputados para o Projeto de Lei Antifacção pode dificultar a responsabilização das principais lideranças do crime organizado no país.

De acordo com o ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, os obstáculos não serão apenas jurídicos, mas também financeiros.

Ele afirma que, por razões políticas, os deputados inviabilizaram a destinação de recursos provenientes das apostas esportivas (bets) para reforçar o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Sarrubbo foi entrevistado nesta quinta-feira (26) no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional. Durante a conversa, avaliou que, caso o texto seja sancionado na forma atual, a nova legislação terá alcance limitado.

Segundo ele, a norma deverá atingir principalmente os integrantes da base das organizações criminosas, deixando de fora aqueles que ocupam posições de comando. “Era contra eles, os verdadeiros líderes, que pretendíamos avançar”, afirmou.

O ex-secretário também destacou que o foco do projeto acabou concentrado nos crimes violentos, o que, na prática, pode poupar agentes políticos associados ao crime organizado e financiadores que sustentam essas estruturas ilícitas.

Sarrubbo ressaltou que a ideia defendida pelo governo é a de asfixiar financeiramente as facções criminosas.

“A hora de subir o morro é após conseguirmos estancar o fluxo financeiro das organizações criminosos, quando elas estiverem sem fuzis, desorganizadas e sem conseguir pagar para os seus olheiros. Aí sim a gente [as forças de segurança] pode agir com consistência. Com baixa letalidade e com muita eficiência, a gente começa a tomar esses territórios.”

 

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