A defesa de Jair Bolsonaro enviou uma manifestação formal ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o ex-presidente “jamais soube” e não deu autorização para que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicasse nas redes sociais uma carta manuscrita que o apontava como “porta-voz”.
A estratégia jurídica busca blindar o ex-presidente de punições por desobediência a ordens judiciais, uma vez que ele está proibido de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

Como consequência, na segunda-feira (13), Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias devido ao episódio.
Nos bastidores do PL, interlocutores apontam que a suspensão isola o senador justamente no momento crítico de fechamento de chapas estaduais para as convenções partidárias, prejudicando seu poder de articulação.
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Além do impacto eleitoral, a crise expõe a forte tensão familiar e política entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disputam espaço e influência interna.
Ao tentar salvar o pai de novas sanções do STF, a defesa acabou por endossar o isolamento do filho em meio ao xadrez partidário.

