O ASSUNTO É

PARA SALVAR A PELE, AUGUSTO CARVALHO PENSA ‘CHUTAR” ROLLEMBERG

Publicado em

Se já era difícil para o deputado Augusto Carvalho disputar um novo mandato na Câmara dos Deputados, concorrendo com Marcos Dantas e Maria de Lourdes Abadia, ambos do PSB.  Nos últimos três dias se tornou mais difícil ainda com a ida do Partido Verde para a canoa furada de Rodrigo Rollemberg. A situação de Carvalho piorou com a pré-candidatura do Professor Israel a deputado federal

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Nas últimas 48 horas, o deputado federal e presidente do Solidariedade, Augusto Carvalho, tem vivido um dilema: se abandona a aliança do governador Rodrigo Rollemberg para salvar a própria pele ou se fica e corre o risco de não se eleger nas eleições de outubro.

A dúvida “do ser ou não ser” de Augusto Carvalho aumentou com a chegada do PV na aliança que irá marchar ao lado do PSB na tentativa de reeleger o governador.

Nos últimos três dias, o presidente do Solidariedade, que controla de porteira fechada os votos da Administração Regional do Gama, tem se encontrado em reuniões reservadas com o grupo das “madalenas arrependidas”, liderado por Cristovam e Izalci.

Ele acredita que lá seria o melhor lugar para disputar a sua reeleição como deputado federal.

Na avaliação feita pelo deputado, é mais fácil disputar a reeleição dele dentro de uma nominata que tem o vice-governador Renato Santana (PSD), o deputado distrital Júlio César (PRB) e o advogado Paulo Fernando (Patriotas), do que enfrentar as candidaturas de Marcos Dantas, Abadia e agora o professor Israel.

No entanto, as investidas de Carvalho têm levado o advogado Paulo Fernando, pré-candidato a deputado federal a pensar em deixar as “madalenas” caso o Solidariedade seja aceito.

Em 2006, Augusto Carvalho se elegeu com 79.235 votos e foi reprovado nas urnas da eleição seguinte (de 2010), ao obter apenas 18.893 votos. Em 2014, Carvalho foi eleito na penúltima posição para a Câmara Federal com 39.461 mil votos.

Apesar dos votos de Augusto Carvalho murchar a cada eleição, no entanto, Paulo Fernando também faz suas avaliações e sabe que desta vez não pode jogar errado, como em 2014, quando serviu de escada para eleger Izalci Lucas (PSDB).

Voltando o foco para dentro da coligação de Rollemberg, o ingresso do PV, além de atrapalhar a reeleição de Augusto Carvalho, também está afugentando o Podemos, partido  dirigido pelo  Professor Paco, também pré-candidato a deputado federal.

Paco  corre o risco de não se eleger na coligação socialista  e quer pular fora da canoa furada de Rodrigo Rollemberg.

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

Leia também

O jogo dos sete erros do senador Izalci Lucas: ele não sabe para onde vai

Izalci nas incertezas: não sabe se vai pra direita, pra esquerda ou pro centro. Um político sem bússola, perdido no meio do caminho, girando ao sabor do vento político. Pra onde será que ele vai parar dessa vez?

Mais Radar

PL antifacção deixa de fora “andar de cima” do crime, diz Sarrubbo

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados para o Projeto de...

Fred Linhares propõe punição mais dura para omissão de socorro filmada

Projeto de Fred Linhares endurece punição para omissão de socorro sobretudo quando agressões contra crianças são filmadas. A proposta reage a casos chocantes e mira a cultura da indiferença diante da violência.

Rodovias do DF: Roosevelt propõe restrição a caminhões em horário de pico

Trânsito pesado trava rodovias do DF e gera revolta diária. Diante das queixas, o distrital Roosevelt Vilela propõe restringir caminhões no horário de pico para aliviar congestionamentos e priorizar quem precisa trabalhar.
00:00:34

Davi Alcolumbre solta o rebolado no brega amapaense e viraliza!

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, voltou às raízes no Amapá...

DF: Orçamento 2026 tem R$ 74,4 bilhões e atuação firme de Eduardo Pedrosa

A aprovação da LOA 2026, com orçamento de R$ 74,4 bilhões, reforçou a liderança de Eduardo Pedrosa nas definições fiscais do DF. Sua atuação assegurou diálogo amplo, inclusão de emendas e equilíbrio no uso dos recursos públicos para o próximo ano.

Últimas do Radar