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“Pacotão” de Ibaneis corre risco de não ser aprovado na CLDF, saiba por quê

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Mesmo tendo atualmente 18 dos 24 deputados distritais, o governador Ibaneis Rocha, enfrenta enorme dificuldades para ver aprovado o pacote emergencial na Câmara Legislativa que precisa ser convocada extraordinariamente por causa do recesso. Na reunião de ontem, com um grupo de oito deputados, apesar do clima positivo sentido pelo governador, no entanto,  ainda é incerto de que o pacotão de promessas para fazer Brasília andar será integralmente aprovado

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Apesar de ser novo na política e ter iniciado a campanha com 2% e vencido há 82 dias com 69,79% dos votos válido dos brasilienses, o governador Ibaneis Rocha,  já percebeu que não pode e nem deve desconsiderar uma regra inescapável e basilar do modelo político brasileiro: a distribuição de cargos para os aliados do outro lado da rua.

Só agora caiu a ficha do governador de que é impossível ignorar o “toma-lá-dá-cá” se quiser ter uma base sólida e fidelizada no legislativo para aprovar as  promessas de campanha como as que se encontram no “pacote emergencial” que enviou a Câmara Legislativa.

No primeiro encontro ocorrido nesta quarta-feira (16) no Buriti, com um grupo de oito deputados, considerados da base do governo, apesar do clima positivo sentido pelo governador, mas não é seguro para afirmar que “tá tranquilo, tá controlado! ”

As queixas mais diversas ouvidas  pelo governador é que ele está pisando no freio com as nomeações pedidas pelos deputados e que o seu próprio time que o ajudou na caminhada para ganhar a eleição está desestimulado a encerrar as férias para uma convocação extraordinária.

Os 18 deputados que Ibaneis diz ter como seus aliados pode causar uma grande surpresa,    se antes do “pacote emergencial” que o Executivo pede para ser aprovado não libere o “pacote de nomeações”  reivindicado pelos deputados.

Pelo andar da carruagem, nesses primeiros dias de governo Ibaneis, a ideia de testar um modelo de governabilidade sem negociar a participação dos interesses dos distritais, pode não dar certo pela insegurança que o Executivo terá na aprovação da agenda econômica e social que o governador precisa para tirar Brasília do atoleiro.

Há quem diga ainda  que Ibaneis precisa “já ir se acostumando” com a velha palavra de ordem:  “ninguém chega lá sozinho. Para a maioria dos deputados,  em  festa de casamento primeiro tem que dividir o bolo para em seguida ter lua de mel. Simples assim!

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