Os mais de 1.200 candidatos a Câmara Federal, Senado e Câmara Legislativa, registrados pelos mais diferentes partidos junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, passam por dificuldades financeiras para botar as suas campanhas nas ruas. Tem gente vendendo bens ou pedindo empréstimo a agiotas para bancar o famoso “santinho”
Por Toni Duarte//RADAR-DF
Neste nono dia de campanha eleitoral, cujas eleições ocorrem no dia 7 de outubro, começa a preocupar um batalhão de candidatos que batem às portas dos seus respectivos partidos e a única resposta que recebem é que não tem dinheiro.
As mudanças nas regras eleitorais aprovadas para a eleição desse ano, segundo a visão dos analistas, dificultam a renovação da representação política, complicando o surgimento de novas lideranças e favorecendo candidatos já conhecidos.
Quem possui mandato, principalmente se for deputado federal ou senador tem a garantia de botar a campanha nas ruas turbinadas pelo dinheiro do Fundo Partidário que pertence à União. O montante é de R$ 1,716 bilhão a ser divido entre as 31 legendas.
No caso do DF , os oito deputados federais e os dois senadores já tem a grana em suas respectivas contas de campanha.
Outros que terão alguma vantagem sobre quem não possui mandato são os 24 deputados distritais que irão a reeleição ou tentarão a Câmara Federal.
Até esta sexta-feira, a maior parcela dos candidatáveis do DF, não sabe ao certo quando vai ter dinheiro dos seus respectivos partidos para ajudar na campanha.
Algumas legendas estão soltando a conta-gotas material de propaganda como “santinhos” e adesivos perfurados.
Esse ano não vai ter gasolina para abastecer os carros como em 2014, é o que dizem os dirigentes partidários.
Tem candidato que já pensa em desistir da disputa. Outros começam a enfrentar briga familiar por ter torrado a própria casa para investir na campanha.
Quem resolveu fazer a famosa “vaquinha” ficou frustado, pois ela não mugiu.
Enquanto isso, quem tem mesmo grana para caminhar são os buritizáveis. A “campanha ostentação” do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é a que mais carrega gente com suas bandeiras nas mãos. Tudo comissionado.
O jogo é desigual nessa eleição de 2018. Quem tem dinheiro seja mesmo aquele oriundo de “caixa dois” sem passar pelo crivo da justiça eleitoral, ganha vantagem na corrida seja ela para o Buriti, para o Senado, Câmara Federal ou para a Câmara Legislativa do Distrito federal.
A maioria da população do DF até acredita que o Buriti terá um novo governante, mas não tem a mesma convicção de que haverá renovação na velha e manjada representação parlamentar do DF.

