O ASSUNTO É

Arruda e Cristovam separam para eles as cadeiras mais cobiçadas do governo Ibaneis

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Nem bem acabou a campanha eleitoral desse ano já iniciou a outra. Pelo menos para o ex-governador José Roberto Arruda que se articula e faz pressão para emplacar a mulher dele, Flávia Arruda (PR), eleita deputada federal, no futuro governo de Ibaneis Rocha que inicia a partir de 1 de janeiro do próximo ano. O projeto do “careca” é preparar a ex-primeira dama para disputar o Buriti em 2022. Já o senador derrotado Cristovam Buarque (PPS),  se vê como poderoso secretário de Educação

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O governador eleito Ibaneis Rocha até agora tem apenas um secretário definido: André Clemente. Ele foi escolhido para ser o futuro secretário da Fazenda. Fora isso, o futuro chefe do Executivo Local não tem muita pressa no anúncio do seu secretariado, providência que fará só daqui a 15 dias, segundo apurou o Radar.

No entanto, no âmbito interno de seus apoiadores, há uma guerra silenciosa e fratricida na busca pelos melhores cargos disponíveis na estrutura do governo.

A Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal é um dos um dos órgãos de gestão da administração pública, mais cobiçado pelos políticos por cuidar exatamente da parcela mais empobrecida e carente do DF.

É nela que o ex-governador José Roberto Arruda se esforça para demarcar o seu território.

O ex-governador quer a mulher dele, a deputada federal  eleita Flávia Arruda para comandar a pasta responsável pela execução das políticas de Assistência Social, Transferência de Renda e de Segurança Alimentar e Nutricional, Gestão do Sistema Único de Assistência Social e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no âmbito do DF.

A secretaria também faz a avaliação e gestão da informação, fomento de parcerias e articulações de rede.

Trocado em miúdo: Arruda enxerga na pasta como uma maravilhosa máquina geradora de votos, que permitirá a deputada Flávia Arruda chegar em 2022 com musculatura política e força popular para disputar o Buriti. Esse é o plano.

Arruda também já fez um limpa no partido que considera como seu. Salvador Bispo não é mais o presidente do PR. O lugar, a partir desta segunda-feira (29), foi ocupado por Flávia Arruda.

Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda, acatou a mudança no DF. Ele alega que o partido terá na presidência da sigla nos Estados um deputado eleito.

Vencida essa etapa,  o ex-governador reivindica as bênçãos de Ibaneis para fazer o deputado distrital Agaciel Maia (PR) presidente da Câmara Legislativa ou pelo menos líder do futuro governo local.

Agaciel é uma espécie de “Roméro Jucá do cerrado”. Tem a facilidade de está em todos os governos.

Ele é filiado ao PR, partido de oposição ao derrotado governador Rodrigo Rollemberg, mas sempre esteve dentro do governo com algumas administrações e continua sendo o líder do fracassado governo socialista.

A movimentação espaçosa do “careca”,  para pegar uma boa fatia do bolo do novo governo, acendeu a luz de alerta dos muitos que  iniciaram a corrida ao lado do ex-presidente da OAB-DF, quando ele ainda  aparecia apenas com dois pontos percentuais nas pesquisas de intenções de votos.

Gente mais próxima do governador eleito, adiantaram ao Radar que Ibaneis não irá ficar amarrado a ninguém e que tende  nomear para a referida pasta responsável pela execução das políticas de Assistência Social e transferência de renda uma pessoa de  extrema confiança.

E tem rumo no que dizem: durante a campanha Ibaneis fez compromisso de  fazer um governo voltado para os mais pobres.

No meio da louca  corrida pelo poder aparece também o ex-governador e senador derrotado, no primeiro turno do dia sete de outubro,  Cristovam Buarque (PPS). Ele já dá como certo  que será o futuro secretário de Educação.

Cristovam declarou apoio de boca ao governador eleito quando faltavam 9 dias para encerrar a campanha do último dia 28. Segundo se informa ainda, o senador já escolheu até os seus principais auxiliares.

Para os aliados de primeira hora, Cristovam foi um retardatário,  adjetivo atribuído a alguém que está atrasado em relação ao tempo, ao local ou a um grupo de pessoas. Também  sustentam  que tem uma fila de pretendentes reivindicando a mesma pasta.

Enquanto alguns esquartejam, brigam  e dividem cargos, se considerando  sentados nas importantes caideiras  do primeiro escalão do governo, Ibaneis Rocha, segundo assessores mais próximos, usará de muita cautela na escolha do seu secretariado que irá governar o DF nos próximos quatro anos.

Por enquanto, o governador eleito, que passou o dia de ontem com uma agenda cheia de entrevistas aos veículos de comunicação e encontros institucionais como a visita que fez ao presidente Michel Temer (MDB),  vai tirar as próximas duas semanas para cuidar da própria saúde e da futura primeira-dama que está grávida de mais um filho do casal. Depois disso a  história pode ser outra.

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