Sem consenso interno sobre qual candidato apoiar, o MDB optou por deixar cada diretório estadual escolher seu caminho nas eleições presidenciais deste ano.
A decisão foi tomada em convenção nacional realizada na segunda-feira, 27 de julho.
O partido recusou uma aproximação do PT, que tentava atraí-lo para a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo fontes do MDB, não houve negociação concreta, apenas movimentações dos petistas.
A estratégia de liberar os Estados reflete as divisões geográficas dentro da legenda. No Nordeste e em parte do Norte, o MDB tende a se alinhar com o governo Lula, enquanto no Centro-Oeste, Sul e Sudeste há maior resistência a uma aliança com o PT. Um apoio formal a um único candidato poderia provocar um racha interno.
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“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos Estados tenha um resultado bastante positivo”, disse Baleia Rossi, presidente do MDB, na convenção. Ele destacou que o partido mantém “uma posição sempre equilibrada para fazer a diferença nas grandes discussões do País”.
Com a decisão de liberar apoios, o MDB concentra esforços nas disputas estaduais com 10 candidatos a governador e seis a vice.

