O oficial de Exército reformado, Renato Machado é o novo sindico do Solar de Athenas, um dos mais importantes condomínios do Grande Colorado. Como candidato da chapa de oposição “União e Ação”, Machado venceu neste domingo a disputa bastante acirrada derrotando o atual síndico do condomínio Jorge Alves dos Santos que tinha o apoio da empresa paulista Urbanizadora Paranoazinho S/A.
PEGOU MAL PARA A URBANAIZADORA
A UPSA fez campanha declarada para a chapa da situação e tentou influir no pleito por causa dos seus interesses imobiliários na região. Com a diferença de dois votos (140x 138), Renato Machado comandará o condomínio pelos próximos dois anos. A nova administração tomará posse nesta terça-feira (20), em cerimônia que será organizada na Praça do Coreto.
Renato Machado avaliou que os grandes vencedores da eleição, ocorrida ontem no Solar de Athenas, foram os condôminos por terem participado de uma eleição e bastante disputada. “Não foi um pleito de chapa única e os moradores deram uma demonstração de que não aceitam um condomínio sem a alternância do poder. A nossa administração será voltada ao desenvolvimento, o bem-estar e na melhoria da qualidade de vida de seus moradores”, disse ele ao comemorar a vitoria de sua chapa.
Um dos assuntos mais relevante que deverá entrar para o debate coletivo, segundo o novo sindico do Solar de Athenas, diz respeito a empresa Urbanizadora Paranoazinho S/A que declaradamente fez campanha para manter o sindico derrotado como forma de prosseguir, segundo os moradores, na sua intenção de fechar contratos leoninos de venda de lotes aos moradores por preços considerados exorbitantes.
A Urbanizadora que adquiriu em 2007 a área da antiga Fazenda Paranoazinho quer cobrar novamente pelos lotes ocupados por 54 condomínios, entre eles o Solar de Athenas construído há 26 anos.
A maioria da população do Colorado e de Contagem não quer pagar novamente para uma empresa que, segundo os moradores, adquiriu o espolio do latifundiário Jose Candido de Sousa sabendo que existiam 10 mil pessoas morando há mais de 25 anos na área, cujos lotes foram vendidos aos moradores na década de 80 por Tarcisio Marcio Alonso, inventariante das terras, hoje de propriedade da UPSA.
UNIÃO DOS SÍNDICOS DO GRANDE COLORADO
No mês passado os síndicos dos condomínios da região deram um grito de guerra contra o que eles classificam de “processo de usurpação” de suas propriedades. O sindico do condomínio Grande Colorado II, Armando Rollemberg, chegou a desabafar durante uma reunião de audiência publica da Camara Legislativa:
“Somos projetos de vida. Cada um de nós aqui construímos nossas casas, botamos o asfalto, rede de energia elétrica, pagamos IPTU e taxa de limpeza urbana anos a fio. Agora, chega essa empresa que vem lá de São Paulo com a historia meia complicada desse espólio todo cheio de suspeição num país que a gente sabe que parte do judiciário está sob suspeita, e que os tabeliães fraudam. Essa empresa não pode arrogar-se ao direito de dizer que é proprietária e que vai nos cobrar novamente por aquilo que já pagamos. Calma lá com o andor, seu empresário” , disse o irmão do governador.
Vencer as eleições dentro do Solar de Athenas seria crucial para que a Urbanizadora. Com o aval do sindico derrotado a empresa chegou a montar seu stand de venda de lotes dentro do próprio condomínio e manobrou para que as assembleias dos moradores fossem feitas longe da Praça do Sol. O tiro saiu pela culatra.
MORADORES DA CHÁCARA 94 ALIVIADOS POR HORA DOS TRATORES AGEFIS
Os moradores da Chácara 94 amanhecem aliviados com a noticia da suspensão da operação de derrubadas marcadas para acontecer nesta segunda-feira (19), embora o medo continue a dominar as famílias que poderão perderem suas casas pelos tratores da Agefis. O argumento do Governo de Brasília é o mesmo que foi usado quando passou o trator por cima de 25 residências da Chácara 200, fato ocorrido no mês de setembro.
Foi um alivio aos moradores quando a juíza da 21ª Vara Cível do Tribunal Regional Federal da Primeira Região ao coibir a Agencia de Fiscalização do Distrito Federal _ AGEFIS, de qualquer ato demolitório contra os imóveis existentes na Chácara 94 , localizada na Rua 3 de Vicente Pires. O medo dos moradores voltou com a informação de que o GDF havia derrubado a sentença da juíza e que estava se preparando para uma grande operação contra a Chácara 94.
O GDF justifica que a área ocupada por moradores da 94 pertence à Terracap. No entanto, os moradores provam que a Chácara 94 encontra-se em terreno da União sob a matricula 154305, e que o Governo de Brasília, por meio da Agefis, tenta turbar uma área que não lhe pertence.

