O ASSUNTO É

Máfia do concurso público pode levar nomeados a perderem o emprego

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A Policia Civil do Distrito Federal já trabalha com a hipótese de que todos os concursos públicos da última década realizados no DF podem ter sido alvos de fraude pela quadrilha comandada por Hélio Ortiz, ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Ele é velho conhecido da polícia.

Mais de cem nomeações já estão sob suspeita por terem sidas facilitadas por organizações criminosas após pagamento em dinheiro

Segundo Brunno Ornelas, delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) a máfia comanda por Hélio Ortiz cobrava antecipado para a aprovação do candidato de R$ 5 a R$ 20 mil.

Depois do resultado, o candidato ainda deveria pagar dez vezes o valor do salário do edital. Ortiz já tinha sido preso antes pelo mesmo motivo em 2006, mas foi solto antes mesmo de ser julgado.

Segundo as investigações, ele voltou a comandar uma organização criminosa que envolvia funcionários de bancas organizadoras e o dono de uma faculdade que fornecia diplomas de curso superior aos candidatos.

Para a polícia, o homem jamais deixou de agir. Além de Hélio Ortiz, seu filho, Bruno Ortiz, tido como “herdeiro” da máfia também foi preso, e agia de forma operacional.

Também foram levados à delegacia Rafael Rodrigues da Silva Matias, braço direito de Bruno, e Johann Gutemberg, dono do Instituto Nacional de Ensino Especial, faculdade que funciona em Taguatinga, sob suspeita de providenciar diplomas de curso superior para os candidatos que não cumpriam a exigência do concurso.

Além do CBMDF, existem indícios de fraudes nos concursos da Terracap, das secretarias de Saúde e Educação e dos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A quadrilha se preparava também para fraudar o concurso para a Câmara Legislativa,

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