O caso de um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal acometido por uma leucemia e teve que ser enviado para o Hospital de Base, reacendeu a revolta da família militar do DF entorno de uma improbidade que vem desde o governo Agnelo e prossegue no governo Rollemberg: o desvio dos recursos provenientes dos percentuais descontados nos contracheques dos militares que seria para o Fundo de Saúde da PMDF, dinheiro gerenciados pela Secretaria de Fazenda de Rollemberg
Por Toni Duarte
As esposas dos PMs pressionam o Tribunal de Contas do DF e o da União, além do Ministério Públicos de Contas para abrirem a “caixa-preta” que teria se transformado, nos últimos dois governos, o Fundo de Saúde da Polícia Militar do Distrito Federal.
Elas querem saber para onde estão indo parar o dinheiro arrecadado dos contracheques dos PM’s que seria utilizado para cuidar da saúde dos militares e de seus dependentes.
Se um militar não pode reivindicar, sob pena de ir para o xadrez, por ser regidos pelo Regime Disciplinar do Exercito (RDE), os familiares dos 11 mil e 200 integrantes da PMDF resolveram botar a boca no mundo e sair em defesa de um dos mais importantes direitos do policial PM e de seus dependentes: o plano de saúde patrocinado pelas contribuições mensais de cada titular e por recusos do Fundo Constitucional.
O Radar apurou junto ao Comando Geral da PM que ao final de cada mês é descontado um percentual de 2% do soldo, bem como das indenizações cobradas pelo uso dos serviços de saúde pelos dependentes, no percentual de 15%, 30% e 50% de acordo com o grupo de dependentes. Essas contribuições e indenizações integram os recursos do Fundo de Saúde, bem como os recursos repassados pela União por meio do Fundo Constitucional.
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Edleusa Paiva, uma das líderes do grupo Esposas de PMs disse que a situação é crítica diante de muitas reclamações de policiais militares e de seus dependestes já que a PMDF mantém convenio apenas com um hospital, no caso a Maria Auxiliadora, que fica no Gama para atender 72 mil vidas de policiais da ativa da reserva, reformados e seus dependentes.
Durante uma audiência pública, realizada na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados na última segunda-feira (12), Edleusa falou sobre a situação debilitada da saúde da PM e que embora todos estejam desesperados pela falta do atendimento médico os familiares dos militares não estão tendo resposta.
O Coronel Rogério Brito de Miranda discordou que o sistema de saúde da PM esteja um caos. Ele afirmou que no primeiro quadrimestre deste ano foram atendidas pela rede credenciada cerca de 55 mil pacientes.
Casos de urgência e emergência, segundo o oficial, foram atendidos 190 beneficiários do sistema de saúde da PM por dia e que no Centro Médico foram realizadas 9 mil consultas por mês. Ele também apontou que no centro medico existe 68 médicos oficiais de um quadro de 100 médicos.
Para o Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Renato Rainha, o GDF tem obrigação legal, estabelecida em lei federal, de dá assistência médica, odontológica, e psicossocial aos militares e estabelece ainda que a Instituição, no caso a PMDF, tem que prestar essa assistência diretamente.
Rainha afirmou que tramita no TCDF o processo 14. 820/2016 para a contração de Organizações Sociais para a prestação de serviços de saúde para a PMDF.
“Quando foi feito o chamamento público no ano passado, uma das empresas interessadas entrou com uma representação ao tribunal apontando, no entender dela, algumas ilegalidades no chamamento público. Em razão disso, o TCDF suspendeu tudo e pediu a PMDF que apresentasse as justificativas até hoje não apresentadas”, disse o conselheiro.
Um oficial da PM, especialista no assunto, sustentou ao Radar que a melhoria na assistência da saúde da Polícia Militar do Distrito Federal só irá melhorar quando o Centro Médico da PM for gerido por uma Organização Social como é hoje o Hospital da Criança.
Segundo ele, a PMDF tem uma grande estrutura hospitalar, no entanto falta material humano para tocar o hospital e que o quadro de médico é insuficiente para atender mais de 70 mil vidas, embora o governo a cada ano faça manobras com cortes nos dependestes dos policiais da ativa e inativos.
Ele apontou ainda que as contribuições descontadas nos contracheques dos militares em nome de um suposto fundo de saúde, terminam desembarcando nos cofres do GDF, o que é uma ilegalidade. O especialista reforça o que disse o conselheiro do TCDF, Renato Rainha durante a audiência pública: A assistência a saúde dos policiais militares é assegurado pela lei federal 10.482/2002 com recursos destinados pelo Fundo Constitucional repassado pela União.
“O desconto embutido no contracheque do policial militar nunca foi para ajudar diretamente na assistência a saúde, mas sim para o próprio governo”, sustentou o especialista. Ele disse que diferente do servidor público normal, o militar está dentro do sistema retributivo e não contributivo.

