A tecnologia como aliada da aprendizagem foi o tema principal abordado pela secretária de educação do Distrito Federal, Iêdes Soares Braga, no programa Vozes da Comunidade. O encontro, apresentado pelo jornalista Toni Duarte, aconteceu na manhã desta sexta-feira (12).
Durante a entrevista, a gestora enfatizou que “a educação tem sido um dos pilares da atual gestão, com a governadora Celina Leão priorizando a implementação de recursos digitais como ferramenta estratégica para modernizar o ensino.”
Um dos maiores avanços destacados pela secretária é a conectividade, onde, 100% das escolas da rede pública possuem acesso à internet.
Para elevar esse patamar, o governo está aprimorando o sistema de redes Wi-Fi e investindo na modernização com a aquisição de Chromebooks e a atualização dos computadores nos laboratórios de informática.
O diferencial do Distrito Federal é o compromisso com o uso responsável da tecnologia educacional. A Secretaria está implementando a BNCC da Computação e já publicou cadernos complementares ao currículo voltados às competências digitais.
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“Nós fizemos a opção de ter cadernos orientadores voltados para essa temática desde a primeira infância. A medida prepara os estudantes para um ambiente digital seguro, ético e focado no aprendizado, explicou Iêdes Braga.
Ampliação do ensino integral e valorização rural
Outra frente de trabalho destacada é a expansão da educação em tempo integral. O plano da Secretaria é garantir continuidade educacional desde a saída das creches, mantendo o atendimento integral no primeiro período da educação infantil e expandindo gradativamente essa modalidade até o ensino médio.
A educação rural também recebeu atenção especial, com 84 escolas contempladas por um planejamento curricular que valoriza o território local. A Secretaria estuda a melhoria da conectividade nessas unidades e trabalha para ampliar o acesso à educação integral, estendendo o aprendizado para além do espaço físico escolar, inclusive com atenção à qualidade da merenda.
Quadro de pessoal e concursos
Quanto à recomposição do corpo docente, a secretária informou que o último chamamento convocou 3 mil novos profissionais do magistério.
Sobre os contratos temporários, Iêdes Braga defendeu a necessidade desses profissionais para o funcionamento do sistema, destacando que eles são qualificados e atuam ao lado dos efetivos em atividades técnicas e pedagógicas essenciais.
“Para que a Secretaria funcione, eu preciso de um corpo técnico qualificado, que não está na sala de aula, mas que está na Secretaria de Educação”, pontuou, reforçando que o governo trabalha continuamente para ampliar o número de servidores efetivos concursados.

