A 11ª Região Militar registrou 59.925 novas armas no acervo de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) em 2022. O balanço do Exército Brasileiro mostra ainda que a área integra o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e triângulo mineiro.
De acordo com os dados, houve um aumento de 4.409%, comparando com 2012, quando 1.329 novas armas foram registradas. No total são 144.884 armas, somando todos os armamentos habilitados nos últimos dez anos na 11ª Região Militar.
Depois da 2ª Região Militar (SP) e da 5ª Região Militar (PR e SC) que cadastraram 98.772 e 86.282 novas armas, respectivamente, o território que abrange a capital é o terceiro com mais registros em 2022.
Conforme um relatório público, existiu um crescimento de 3.203% de novos armamentos nos últimos dez anos, considerando todo o país. São 1.067.459 armas somadas.
Conforme o balanço do Exército, os Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) dos CACs são vinculados às Regiões Militares (RM) e não às unidades da federação, inviabilizando a extração dos dados por estado ou município.
O professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Welliton Caixeta Maciel ressalta que medidas para flexibilizar a legislação sobre armas e munições no Brasil começaram ainda no Governo Temer, de 2016 a 2018.
“No entanto, foi no Governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, que elas se ampliaram com a edição de diversos atos normativos (entre decretos, portarias, instruções normativas), com a intenção clara de armar a população”, destaca o também pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança (NEViS/CEAM/UnB).
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