O ASSUNTO É

A CAIXA PRETA DA GRILAGEM: População pedirá nesta segunda-feira que seja instalada a CPI da TERRACAP e o fim da AGEFIS.

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1- caixa preta da terracapLideranças comunitárias, síndicos e dirigentes de entidades representativas que lutam em defesa da moradia e pela regularização dos condomínios horizontais do Distrito Federal, pedirão durante a audiência pública marcada para esta segunda-feira (25) na Câmara Legislativa a instalação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar a grilagem oficial praticada pela Companhia Imobiliária de Brasília – TERRACAP. Os indícios são tão fortes.


Pela situação incômoda, o presidente da autarquia Alexandre Navarro já pensa em pedir para sair.

1- caixa preta da terracapLideranças comunitárias, síndicos e dirigentes de entidades representativas que lutam em defesa da moradia e pela regularização dos condomínios horizontais do Distrito Federal, pedirão durante a audiência pública marcada para esta segunda-feira (25) na Câmara Legislativa a instalação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar a grilagem oficial praticada pela Companhia Imobiliária de Brasília – TERRACAP. Os indícios são tão fortes.


Pela situação incômoda, o presidente da autarquia Alexandre Navarro já pensa em pedir para sair.

A audiência pública que ocorrerá a partir das 15 horas, é de iniciativa do deputado Di Lira (PHS) e tem o objetivo, além de outros assuntos a serem debatidos,  o de exigir explicações da AGEFIS – Agência de Fiscalização do Distrito Federal, sobre os atos violentos praticados pelo órgão em suas operações ilegais  de derrubadas já que não notifica antes os proprietários dos imóveis demolidos como determina a lei.

Os temas em debate que envolvem a Terracap e a Agefis prometem desnudar as vísceras das gestões dos dois órgãos que tem sido alvo de muitas suspeitas e desconfianças tanto por parte da população quanto por parte de alguns parlamentares que defendem, embora de forma tímida, investigações profundas de suas atividades.

Os negócios da grilagem oficial escancaradamente praticada pela Terracap está deixando até mesmo em situação incomoda o seu atual presidente Alexandre Navarro que já dar sinais de entregar o cargo, bem como o próprio governador Rodrigo Rollemberg que sabe exatamente como funciona esse tipo de esquema.

TERRACAP deixa Rollemberg numa “saia justa”

Na semana passada, o governador Rodrigo Rollemberg ficou na maior saia justa diante de uma decisão judicial que o impede dar as escrituras para as oito mil famílias e legalizar a cidade do Paranoá. Como sempre, a Terracap acha que é dona de tudo quanto é terra do Distrito federal (mas não é) e deixou de informar ao governador que a área de 75 hectares onde a empresa imobiliária diz pertencer ao Governo do Distrito Federal, pertence, na verdade, a Sebastião de Sousa e Silva, dono da Fazenda Paranoá.

O imóvel com transcrição nº 1.855, do Livro nº 3-C, fls. 130-132, encontra-se devidamente registrado desde o dia 02 de janeiro de 1924 no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Luziânia e repetido na Matrícula nº 12.980, do Registro Geral do Cartório do 2º Ofício de Brasília. A decisão judicial ocorrida logo após o anuncio de Rodrigo Rollemberg em escriturar lotes no Paranoá impede tal procedimento antes que o governo indenize os verdadeiros donos das terras griladas pela Terracap.

As acusações contra o esquema de grilagem de terras produzido pela Terracap não param por aí. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) disse ao Radar que a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) não pode continuar como uma voraz especuladora de terras públicas do DF, que visa apenas lucros para ser distribuídos a seus diretores. Para ele, a Terracap já merece há muito tempo uma CPI séria para ir à fundo e apurar o que há de errado em suas “entranhas”.

Para o deputado, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) está indo para um caminho sem volta. No apagar das luzes do ano passado, servidores da empresa denunciavam os gastos bilionários dos últimos anos, além das dívidas acumuladas e a farta criação de altos cargos.

Sai governo e entra governo e a sangria do dinheiro continua saindo pelo ralo dos acontecimentos patrocinados pela autarquia sem qualquer ligação com a atividade fim da empresa pública. Das ocupações ilegais que a Terracap vêm fazendo em vários condomínios implantados há mais de 20 anos e com processo de regularização tramitando nos órgãos de governo, os casos mais emblemáticos estão no Privê Lgo Norte II e no Condomínio Ville de Montagne II. Agora, a Terracap também quer botar contêineres e segurança armada dentro do condomínio Minichácaras, Prive Morada Sul, Etapa C e Estância Quintas da Alvorada.

Os moradores dos referidos parcelamentos afirmam que irão reagir se isso acontecer.
As tentativas de esbulho e turbação de condomínios levam, ao cidadão comum, a desconfiar de que existe, em Brasília, um esquema de grilagem oficial. A Terracap quer se apoderar, na mão grande, do que não lhe pertence.

Não faltam atos para lá de suspeitos e que merecem apuração

Indícios de bandalheiras têm de sobra para que a autarquia seja investigada a começar pelas vendas dos terrenos do Setor Noroeste que foram vendidos a preço de ouro, com projeções por até R$ 20 milhões, e recursos que foram desperdiçados no Estádio Nacional Mané Garrincha.

Resta saber quais sãos os deputados distritais que compõem a Câmara Legislativa do Distrito Federal que terão a mesma coragem que um dia tiveram os então deputados distritais Rodrigo Rollemberg, Maria José Maninha e Renato Rainha ao pedirem a CPI da Grilagem em 2001.

Da Redação Radar

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