O ASSUNTO É

Procurador pode ficar no “miserê” se denúncias de desvios forem comprovadas contra ele

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O Ministério Público de Minas recebeu dez representações contra o procurador Leonardo Azeredo dos Santos desde que veio a público, na última segunda (9), a reclamação que fez do valor de R$ 24 mil líquidos de seu contracheque, classificado por ele de “miserê”. Se denúncias de desvios forem comprovadas o Procurador pode ser exonerado do cargo.

 

A declaração Leonardo Azeredo foi dada durante discussão do orçamento do MP mineiro para 2020, realizada na sessão de 12 de agosto. “Como é que o cara vai viver com R$ 24 mil?”, questionou Azeredo ao procurador-geral de Justiça Antônio Sérgio Toné.

Ele desabafou ainda dizendo que não é perdulário, mas infelizmente “não tem origem humilde” e não está “acostumado com tanta limitação”. Ele cita, entre seus gastos, R$ 4.500 em condomínio e IPTU.

De acordo com a assessoria do órgão, as representações contra os procuradores são avaliadas pela ouvidoria do MP, que, após avaliar a sua “pertinência” ou não, encaminha a ação para a corregedoria do órgão ou arquiva o pedido.

A assessoria não identificou os responsáveis pelas representações contra Azeredo dos Santos, que pediu uma licença médica.

Salário de R$ 65 mil Embora tenha situado o salário dos procuradores em R$ 24 mil em sua fala na reunião da Câmara de Procuradores, Santos recebeu em julho, a título de salário, R$ 23.803,50 líquidos.

No entanto, a esse valor somaram-se penduricalhos, a exemplo de indenizações e remunerações retroativas e temporárias, que elevaram o vencimento para R$ 65.152,99 naquele mês.

Nos primeiros sete meses do ano ele recebeu um total de R$ 562 mil – ou, líquido de R$ 477.927,39, em média, R$ 68 mil a cada mês, segundo dados do Portal da Transparência.

Criticas ao Procurador Leonardo e ao MP de Minas  se espalharam por várias cidades do país onde 12,6 milhões de pessoas seguem desempregadas, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final do mês passado.

Em Minas Gerais, servidores do Estado que não são do Ministério Público seguem recebendo salários parcelados.

O governo mineiro não tem ainda um horizonte para o fim dos parcelamentos dos salários dos servidores públicos que vivem no maior miserê da historia mineira.

Em protesto à fala do procurador, um advogado criou uma “caixinha do miserê” nos jardins em frente à Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, cartão postal de Belo Horizonte.

RELEMBRE O QUE DISSE O PROCURADOR MISERÊ

 

 

 

 

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