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Morte de Clezão reacende debate sobre anistia aos presos de 8 de janeiro

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A notícia da morte de Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, ocorrida nesta segunda-feira (20), no presídio da Papuda, reacendeu a urgência da votação do projeto de anistia dos presos políticos do dia 8 de janeiro.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), autor da proposta, novamente se manifestou sobre a anistia, após a morte de Clezão, como o preso político era conhecido.

Onze meses após os atos de 8 de janeiro, quando foram presas mais de 2 mil pessoas, ainda há mais de 100 presos na Penitenciária da Papuda, em Brasília, acusados pela invasão das sedes dos Três Poderes.

Clezão faleceu no presídio da Papuda após sofrer mal súbito durante o banho de sol. Em setembro, o Procurador-Geral da República concedeu um parecer favorável à soltura do preso por motivos de saúde, porém, o processo não foi despachado pelo juiz responsável.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que está à frente do inquérito, sobre os atos de 8 de janeiro, solicitou informações hoje sobre os acontecimentos em torno da morte do detento.

No Senado, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem a Cleriston Pereira da Cunha, considerado o primeiro preso político acusado pelos atos do dia 8 de janeiro a falecer enquanto estava na cadeia. Veja aqui.

A morte do detento e a negligência em relação às providências para a sua soltura levantaram questionamentos sobre a importância de se aprovar o projeto de anistia o mais rápido possível.

A proposta de anistia dos presos políticos de 8 de janeiro visa reparar injustiças e garantir a liberdade daqueles que foram detidos por participarem de manifestações políticas.

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