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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Justiça Eleitoral começa a julgar o “bloco dos impugnados” do DF

Publicado em

Na fila para julgamento estão 52 pedidos de impugnações contra candidatos que concorrem aos mais diversos cargos eletivos. Grande parte dos pedidos foi feito pelo Ministério Público Eleitoral.

As justificativas são: inelegibilidade por condenação criminal; por improbidade administrativa; ausência de quitação eleitoral ou falhas na comprovação de filiação partidária.

O ex-governador José Roberto Arruda(PL), registrado para disputar uma das oito vagas da Câmara Federal, segue em campanha sub judice.

A impugnação dele começou a ser julgada nesta quinta(08), mas houve pedido de vista do processo e pode ter uma decisão final ainda nesta sexta(09).

Quem entrou com o pedido de impugnação da candidatura de Arruda, foi o Ministério Público Eleitoral, baseado na inelegibilidade do ex-governador, diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a não retroatividade de prazos prescricionais estabelecidos pela nova lei de improbidade.

Arruda é condenado pelo TJDFT, por improbidade administrativa que importaram lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.

Tudo isso no âmbito das investigações relacionadas à Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009.

O ex-governador Agnelo Queiroz (PT), também segue em campanha para a Câmara Federal na mesma situação de Arruda.

O Ministério Público Eleitoral alertou a justiça eleitoral que o petista esta inelegível, até o dia 5 de outubro desse ano, e pediu que fosse indeferido o registro de candidatura.

Ele tem uma pena por improbidade administrativa pela edição de um decreto, no finzinho de seu mandato como governador em 2014, que permitiria a ocupação do Centro Administrativo do DF, em Taguatinga.

Por causa desse ato, ele foi condenado à suspensão dos direitos políticos por cinco anos e ao pagamento de uma multa no valor de R$ 1 milhão.

Outro que compõe o “bloco dos impugnados” e segue a espera de uma decisão da Corte Eleitoral do DF é o ex-vice-governador Paulo Octávio(PSD).

Ele é candidato ao Buriti.

Contra PO tem três ações de impugnação de sua candidatura, alegando duas razões de inelegibilidade.

O ex-vice-governador não teria se desincompatibilizado no prazo legal da posição de sócio administrador de empresas que possuem contratos de aluguel de imoveis e construção de viadutos com o GDF.

Outro pedido de impugnação contra a candidatura de Paulo Octávio, alerta que ele possui uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa, acrescido de dano ao erário e enriquecimento ilícito.

O senador Izalci Lucas(PSDB), Coronel Moreno (PTB), e Renan Arruda (PCO), todos postulantes ao Palácio do Buriti, dependem, também, da decisão do TRE, se prosseguem ou não com suas candidaturas registradas.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios jornalísticos e políticos da capital federal. Siga o #RadarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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