O senador José Antonio Reguffe (Podemos), deve acertar a sua migração para o União Brasil, após o carnaval, visando disputar o governo do DF.
Nos bastidores do partido, surgido com a fusão entre o PSL e o DEM, há a informação que o ex-deputado federal e ex-presidente do DEM local, Alberto Fraga, seria o vice de Reguffe.
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Sem opção de montar uma aliança que reuniria PSB, PDT, Cidadania e PV, levou o senador Reguffe ao mar de incertezas para definir o seu rumo em relação às eleições de outubro.
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Até agora, o União Brasil, partido comandado por Luciano Bivar(PE), não conta com nenhum nome para disputar o Buriti.
Além disso, ainda falta acertar oficialmente quem ficará no comando da legenda no Distrito Federal, cujo embate é travado internamente entre Manoel Arruda e Alberto Fraga.
A banda mais forte do novo partido não quer Fraga, mas também não deseja a sua saída do União, a não ser que deixe a agremiação por vontade própria.
A informação de bastidores, da possível migração de Reguffe para o partido, fez Alberto Fraga se movimentar esta semana, para ser o vice da chapa majoritária. Ele teria sido convencido por Reguffe para topar a oferta.
Não é a primeira vez que Reguffe flerta com o União.
Antes mesmo da fusão entre o PSL e o DEM, ele andou conversando no início de janeiro com Bivar e com o investidor financeiro Felipe Belmonte.
Na mesa de negociações foi colocado as condições tipo “não há almoço de graça”. Na época, Reguffe ficou de pensar se topava ou não esquartejar o governo, caso vença a eleição.
Com espaço cada vez menor no Podemos, por não decidir o que quer, Reguffe resolveu acenar para o União, cuja conversa que deve acontecer no próximo dia 9.
O que teria feito o senador se movimentar mais rápido nessa direção foi um convite feito por Bivar para que a deputada federal Paula Belmonte, mulher do empresário Felipe Belmonte dispute o Buriti.
Outro fator que empurra o senador para uma decisão final é a contagem regressiva para quem quer mudar de partido, cujo prazo encerra no dia 1 de abril, conforme estabelece e a lei eleitoral.



