O ASSUNTO É

LICENÇA PARA MATAR! Motorista que atropelou e matou dois garis pode continuar sorrindo com a impunidade

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Josué Alexandro Reis, o motorista que matou  dois garis atropelados na quarta-feira (5/8), em Sobradinho, foi mandado para casa. Ele pode continuar dirigindo pelas vias públicas do DF, mesmo tendo  assumido o risco de matar duas pessoas.

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Ilda Barbosa de Sousa, 52 anos, e Anísio de Sousa Lopes, 48 encerravam a meia-noite da última quarta-feira, mais um turno de trabalho duro na varrição de ruas de Sobradinho.

Os dois garis retornavam para casa de bicicleta pelo acostamento da BR 020 quando foram arremessados, a mais de 50 metros de distância, provocado pelo forte  impacto do carro dirigido por José Alexandro. Ele dirigia em alta velocidade.

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As vítimas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros, mas morreram no local. Uma das vítimas deixou três filhos menores de idade, de dez, oito e cinco anos.

O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas, segundo  as autoridades policiais,  apresentava sinais de embriaguez alcoólica. Por isso foi levado preso para a delegacia.

Além do artigo 302, há outra tipificação para assassinatos no trânsito, que é o homicídio com dolo eventual (artigo 121), quando o motorista não tem intenção de matar, mas assume o risco e não se importa com o resultado de uma conduta.
A  interpretação  está prevista no Código Penal e impõe de seis a vinte anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, sem hipóteses de conversão a penas alternativas.

Mas o entendimento da  juíza de custódia e do MPDFT foi diferente. A lei não manda prender quem comete homicido culposo no trânsito.

José Alexandro vai responder pelas brutais mortes em liberdade.

A única punição é de se apresentar a justiça todas às vezes que for chamado e não poder sair do DF.

Ao contrário do próprio Estado, que terá que pagar às duas vitimas R$ 13, 5 mil de indenização pelo  DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre), o motorista atropelador não pagará um tostão furado, seja à justiça ou as suas vítimas.

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