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Deputados rejeitam candidatura de Abrantes para a presidência da CLDF

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A proposta do deputado distrital reeleito Cláudio Abrantes (PDT), de acabar de vez com a verba indenizatória, abriu um processo de fritura de sua candidatura à presidência da Câmara Legislativa. A eleição da nova Mesa Diretora ocorrerá no início do próximo ano. A maioria dos 24 deputados distritais, entre os eleitos e reeleitos, reage silenciosamente contra o fim da ajuda de custo para o desenvolvimento do mandato parlamentar

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O deputado Cláudio Abrantes, aliado de primeira hora de Ibaneis Rocha (MDB), teria prometido ao novo chefe do executivo local, que toma posse no dia 1 de janeiro do próximo ano, o seu compromisso de acabar de vez com a verba indenizatória. A contrapartida seria o empenho de Ibaneis para que o faça vencer a disputa da presidência da Câmara Legislativa.

No entanto, a maioria dos deputados distritais, entre os eleitos e os reeleitos, discorda de qualquer tipo de interferência do governador eleito na escolha da nova mesa diretora da Câmara.

Sobre o fim da ajuda de custo, a maioria dos distritais sondados pelo Radar, afirma que ficaria em desigualdade no que diz respeito a manutenção do mandato popular, nas comunidades que foram eleitos, em relação aos deputados que comporão a mesa diretora e as presidências das comissões permanentes da Casa.

“O governador eleito pode até conversar com um ou outro parlamentar, mas isso não significa que ele tenha o condão de cooptar o meu  voto, por exemplo”, disse um deputado reeleito que pediu para não ter o nome mencionado.

Apesar de ter usado a verba indenizatória durante todo o seu mandato, Cláudio Abrantes fez campanha declarada para extinguir a ajuda de custo criada por lei.

Em uma página eletrônica mantida pelo  pedetista ele diz que a proposta “é um avanço e uma resposta da Câmara aos pedidos da população, além de um exemplo para o Brasil”.

O projeto de extinção da verba indenizatória foi colocada em votação no início do ano durante quatro sessões, mas não conseguiu ser aprovada na sua forma original por falta de quórum.

O máximo que ocorreu foi uma redução no valor da verba aprovada em maio passado.

O fim da verba indenizatória nunca foi do interesse dos parlamentares, seja dentro do Congresso Nacional, nas assembleias legislativas ou câmaras municipais. “Aqui não é diferente”, disse um deputado petista.

A proposta de acabar com a ajuda de custo repercutiu negativamente entre os distritais. “Se a medida de Abrantes agrada o aliado Ibaneis Rocha, que vai economizar no repasse, a medida desagrada os deputados que tem o poder de escolher o novo presidente da Casa”, afirmou outro distrital abordado pelo Radar.

Integrantes de alguns blocos partidários, que se formam para a disputa da próxima mesa diretora, confidenciam nos bastidores que Abrantes será uma carta fora do baralho na eleição interna da Câmara Legislativa se insistir com tal ideia.

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