O ASSUNTO É

Rollemberg insinua que não precisa dos votos de eleitores de Bolsonaro no DF

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Para não perder o apoio do PT, PC do B e do Psol, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB),  deve mesmo aderir à candidatura petista de Fernando Haddad a presidência da República neste segundo turno da eleição. Já Ibaneis Rocha (MDB),  está com forte tendência de apoiar Jair Bolsonaro e ganhar o apoio dos brasilienses que destinaram 58,37% dos votos ao capitão, o que o tornou líder no primeiro turno no DF

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Em reunião da cúpula do PSB em Brasília, na tarde desta terça-feira (9), o partido definiu que irá apoiar o ex-prefeito de São Paulo e presidenciável do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da corrida presidencial. Os caciques do PSB decidiram, no entanto, liberar os atuais governadores de São Paulo e do Distrito Federal para tomar a posição que desejarem.

Tanto em São Paulo como no DF o candidato do PSL a presidência da República foi o mais votado.

Em São Paulo, Bolsonaro conquistou 53% dos votos válidos em 97% das cidades paulistas, incluindo a capital, enquanto o candidato Fernando Haddad (PT), obteve apenas 16% dos votos válidos.
No DF, a votação de Jair Bolsonaro foi grande. O candidato do PSL venceu em todas as regiões do Distrito Federal no 1º turno das eleições de 2018.

Bolsonaro recebeu 935.329 votos, o equivalente a 58,37% dos válidos do eleitorado brasiliense, enquanto Fernando Haddad (PT) ficou em terceiro, com pouco mais de 190 mil votos, atrás de Ciro Gomes.

Foi diante desse mapa eleitoral, onde Jair Bolsonaro é imbatível, que o PSB Nacional resolveu liberar Rollemberg que disputa a reeleição no DF e Marcio França que também está no segundo turno da disputa pelo governo de São Paulo. Os dois podem fazer as suas próprias escolhas. Ou Haddad ou Bolsonaro ou ficar neutros.

No entanto, durante a reunião do diretório do PSB do DF, ocorrida nesta terça-feira, o discurso majoritário era de que a legenda ficasse longe de Bolsonaro e se alinhasse com o PT, PC do B e Psol na disputa pelo Buriti.

Rollemberg chegou a  insinuar  um ele não. “Sempre tivemos uma postura muito coerente ao longo de toda nossa trajetória, em defesa dos direitos sociais e fortalecimento da democracia”, disse Rollemberg deixando nas entre linhas que Bolsonaro não é a melhor escolha para ele.

Enquanto Rollemberg rejeita Bolsonaro, o ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, se aproxima cada vez mais do capitão por meio do deputado Rogério Rosso (PSD), terceiro colocado na briga pelo GDF, do senador eleito Izalci Lucas (PSDB).

Ibaneis também já conversou com o General Paulo Chagas que recebeu 7,35% dos votos, o que representa mais de 110 mil eleitores na disputa pelo Buriti.

“O Distrito Federal já demonstrou que quer Bolsonaro como presidente e quer Ibaneis como governador”, disse o candidato ao Buriti.

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