A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), usou uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (7) para listar o que fez na educação em quatro meses de governo e comparar o período com gestões anteriores do PT.
Segundo ela, o governo usou uma janela curta de três dias para dar reajuste a diretores e superintendentes. “Eram cargos que ficavam fazendo a gestão e ganhavam muito pouco para o tamanho da responsabilidade que eles tinham”, afirmou.
Celina também falou da troca de temporários por concursados. “Mais de 3.600 servidores foram substituídos na minha gestão de quatro meses”, disse.
Ela se apresentou ainda como a governadora que abriu o maior concurso público da história da educação do DF e criticou quem, segundo ela, defende a educação só no discurso.
“Não adianta ideologicamente você falar que você defende a educação e, na hora de fazer, não fazer.”
A governadora disse que a rede de ensino “sabe da minha presença, do meu compromisso e do meu apoio”, principalmente para cumprir a Meta 17, ligada à valorização salarial, ao cuidado e à aprendizagem.
Sobre a jornada ampliada, prometeu chegar a 100% de escolas integrais em quatro anos, com implantação gradual. “Nós estamos comprometidos com a aprendizagem aqui do Distrito Federal.”
No trecho mais direto da coletiva, Celina falou da educação infantil. Segundo ela, o governo encontrou uma fila de 26 mil crianças fora da creche. Hoje, afirmou, não há mais crianças sem vaga e sobram mais de 4 mil cartões-creche.
“Às vezes a mãe não quer colocar naquela instituição, ela quer uma creche perto da casa dela.” A governadora informou que seis novas creches estão em construção e devem ser entregues ainda neste ano.
Ela encerrou o balanço com o contraste que repetiu ao longo da entrevista: “O que eu posso fazer um contraste muito claro é sobre a minha própria gestão desses quatro meses, com a gestão do Agnelo e do PT em quatro anos.”
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