Embora tenha anunciado neutralidade na disputa do segundo turno para o Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte (PSDB), terceira colocada no primeiro turno, decidiu não fechar as portas para Celina
A direção tucana liberou os integrantes da legenda para apoiar livremente Celina Leão (PP) ou Leandro Grass (PT).
Na prática, porém, o movimento político dos Belmonte sinaliza uma distância em relação ao campo petista. Felipe Belmonte, marido de Paula, já declarou que considera impossível apoiar o PT, tanto no cenário nacional quanto no local, ou seja: nem Lula e nem Grass.
A posição dos Belmonte os coloca no mesmo campo político de Celina, identificado com a direita e a centro-direita.
Paula terminou o primeiro turno com 140.765 votos, equivalentes a 8,51% dos votos válidos.
Outro nome que pode reforçar esse campo é Kiko Caputo, do Novo.
Quarto colocado na disputa pelo Buriti, com 72.148 votos, ou 4,36% dos votos válidos, Caputo estaria inclinado a caminhar, também, ao lado de Celina no segundo turno.
Conversas nesse sentido estariam avançadas, embora um eventual apoio ainda dependa de uma manifestação oficial do candidato e do partido.
Tanto Paula Belmonte quanto Kiko Caputo, embora não tenham avançado para o segundo turno, dificilmente desprezarão a votação conquistada nas urnas.
Uma disputa eleitoral não termina com a divulgação dos resultados do primeiro turno; ela prossegue no mesmo dia.
Escolher um lado é fundamental para a sobrevivência política de seus respectivos grupos e para a preservação de seus respectivos capitais políticos.
Afinal, 2030 está logo ali, e as alianças construídas agora poderão pesar no futuro.
Celina terminou o primeiro turno com 825.530 votos, 49,93% dos votos válidos, ficando a apenas 168 votos de uma vitória ainda no primeiro turno.
Agora, a campanha da Leoa tem pela frente uma nova tarefa: manter o diálogo com os Belmonte e Kiko Caputo e buscar a convergência de forças que estiveram do mesmo lado do espectro político.
No segundo turno, mais do que somar votos, trata-se de consolidar alianças. E a campanha de Celina sabe que esses apoios podem fazer diferença nas urnas.
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