A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao do mesmo mês de 2025. O resultado provêm da ajuda do petróleo, da soja, do cobre e do café.
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor registrado para meses de agosto na série histórica.
As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China.
No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira.
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. As compras brasileiras no exterior também cresceram em agosto, principalmente de bens de consumo e bens intermediários.
O valor é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Só perde para janeiro a agosto de 2023, quando o superávit estava em US$ 62,4 bilhões. Em julho, o MDIC revisou para cima sua projeção para 2026.
A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78 bilhões para este ano.
A previsão de exportações foi elevada de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. A próxima estimativa será divulgada em outubro.

