O presidente do STF, Edson Fachin, convocou conversas com os ministros esta semana para tentar estancar a crise institucional na Corte. Embora deseje tomar uma atitude sobre o caso de Alexandre de Moraes, interlocutores alertam que qualquer medida exige consenso.
Se surgir a proposta para que Moraes se afaste temporariamente, aliados do ministro devem exigir a mesma postura de André Mendonça.
Moraes acusa o relator do caso Master de parcialidade e de conduzir o inquérito de forma ilegal para atingi-lo.
O maior receio do tribunal é a eventual convocação de uma sessão presencial de plenário. Ministros avaliam que a tensão entre Moraes e Mendonça inviabilizaria os trabalhos.
Para piorar o clima, a disposição física dos assentos, definida por antiguidade, coloca os dois litigantes lado a lado — lembrando que ambos já protagonizaram um entrevero que quase culminou em agressão física.
Diante do risco de um confronto transmitido ao vivo, a saída mais provável é transferir as deliberações para o plenário virtual, onde os votos são registrados eletronicamente sem o desgaste do embate presencial.
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