A política do Distrito Federal assistiu, nesta quinta-feira (11), a um clássico exemplo de tiro que saiu pela culatra.
Ao tentar emparedar a governadora Celina Leão, a ala do MDB, liderada pelo ex-governador Ibaneis Rocha e pelo deputado federal Rafael Prudente, calculou mal a força do adversário e acabou presa em uma incômoda saia justa.
A decisão da Executiva Nacional do partido de manter o deputado distrital Wellington Luiz na presidência regional foi o xeque-mate que sacramentou a derrota da dupla.
Ibaneis e Prudente saem visivelmente enfraquecidos após a fracassada rebelião interna.
O motim ruiu por dentro: os próprios deputados distritais da legenda, que controlam secretarias e dezenas de cargos no governo Celina, recuaram ao perceber o tamanho do prejuízo.
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Se arrependimento matasse, todos estariam mortos e sepultados politicamente. João Hermeto, Jaqueline Silva, Daniel Donizet e Iolando, carregam o desgaste após chancelarem o pedido de destituição do colega Wellington Luiz, mesmo com pedido de desculpas.
Com um gesto voltado para o Buriti, o quarteto votou a favor da proposta de Celina Leão, que luta para salvar o BRB de sanções do Banco Central, herança maldita da gestão emedebista.
Wellington Luiz continua sendo o presidente do MDB local.
O deputado Isnaldo Bulhões, presidente da comissão criada pela Executiva nacional do MDB, tentará buscar uma recomposição com Celina, de olho na vaga ao Senado para Ibaneis.
Na política, alinhamentos mudam na velocidade da luz e o pragmatismo eleitoral deve selar a paz formal.
Contudo, o sentimento de desconfiança impera e as marcas entre o PP de Celina e o MDB de Ibaneis são profundas após o episódio rebelde.
O MDB achou que ainda tinha o monopólio da força, mas quem perdeu capital político, prestígio e a narrativa nessa péssima empreitada foram Ibaneis e Prudente. Isso é fato.



