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“O SAIDÃO DO GILMAR”: CORRUPTOS DEIXAM A CADEIA A MANDO DO PRESIDENTE DO TSE

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Não apenas bandidos comuns terão direito a deixarem as cadeias, neste final de ano, beneficiados pelo indulto natalino conforme determina as Varas de Execução Penal. O ministro Gilmar Mendes, presidente do Superior Tribunal Eleitoral, resolveu instituir o “Saidão” beneficiando vários corruptos, presos pela Polícia Federal por terem saqueado milhões de reais dos cofres públicos. A diferença é que os presos comuns terão que retornar para os presídios,  já os bandidos corruptos ficarão com tornozeleiras  em suas mansões

Nesta noite desta quarta-feira (20), Gilmar Mendes mandou soltar o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR-RJ) e mandou também para casa o ex-ministro dos Transportes e presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, e o ex-subsecretário de Campos do Goytacazes, Thiago Soares de Godoy.

Também foi solto Sérgio de Castro Oliveira, o Serjão, um dos principais assessores de Sérgio Cabral em campanhas eleitorais na época em que o peemedebista ocupou a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Serjão foi preso em janeiro deste ano na Operação Eficiência, sobre esquema de desvio e lavagem de dinheiro de contratos do governo do Estado do Rio na gestão Cabral. Serjão é suspeito de ser operador do esquema.

Na segunda-feira (18), o ministro mandou para casa Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) que continua preso. No dia seguinte (19) Gilmar Mendes mandou soltar dois empresários: Miguel Iskin e Gustavo Estelita Cavalcanti presos pela PF

No início do mês o presidente do TSE mandou soltar, pela terceira vez, o empresário do setor de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira.

Barata Filho e Lélis Teixeira são alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Os dois são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que atuou no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina.

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