A governo de Luiz Inácio Lula da Silva expôs, sem rodeios, o custo político de sua aposta em Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A liberação de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares soa como moeda de troca para pavimentar votos.
Messias não é um nome qualquer. Amigo pessoal de Lula, aliado de longa data e figura de confiança desde os governos petistas, notabilizado inclusive pelo apelido “Bessias”, sua indicação carrega o peso de uma proximidade que levanta dúvidas sobre independência.
No Congresso, a resistência é real: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e parte relevante das bancadas preferiam Rodrigo Pacheco.
Até que ponto o Executivo pode esticar a corda para influenciar o processo de escolha de ministros do STF?
Desde 2003, Lula já indicou dez nomes para a Corte: de Joaquim Barbosa a Flávio Dino, e tenta agora emplacar o décimo primeiro.
O dispêndio de cifras bilionárias como moeda de troca para viabilizar aliados ao Supremo distorce o papel institucional entre os Poderes e resulta na desconfiança pública.
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