Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Chegada de Celina ao poder assusta oposição e muda o jogo político no DF

Publicado em

Nunca antes uma  transmissão de cargo de um vice-governador à chefia do Executivo local mobilizou tanta gente como a que foi feita nesta segunda-feira na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A saída de Ibaneis Rocha (MDB) e a chegada de Celina (PP) transformaram o grande auditório da Casa em um palco cheio, vibrante, quase representando uma nova fase política.

Mais de 1.500 pessoas passaram pelos detectores de metal, enquanto outras centenas acompanharam do lado de fora, em um cenário que mais lembrava um grande ato popular do que uma solenidade protocolar.

Esse dado, por si só, já comunica muito. Mas o que realmente assusta não é o público, é o que ele representa.

Ao contrário do roteiro tradicional de governos que se encerram sob desgaste, Ibaneis Rocha deixa o cargo com aprovação robusta e uma gestão marcada por entregas concretas.

Ao longo de mais de sete anos, consolidou uma máquina administrativa funcional, com obras, investimentos e programas que sustentam uma narrativa de continuidade. Não houve melancolia na saída, houve transferência de capital político.

E Celina Leão soube capturar esse momento com precisão. Ao lançar o programa “DF nas Ruas”, já no primeiro dia, a nova governadora sinalizou estilo próprio e  também reforçou uma estratégia inteligente: governar com presença, proximidade e escuta ativa.

Começar pelo Itapoã não foi casual, foi simbólico. É a periferia deixando de ser cenário e passando a ser protagonista.

Esse movimento tem um efeito político direto: desmonta a crítica clássica de distanciamento entre governo e população.

Ao inverter a lógica, levando o Buriti até o povo, Celina redefine o eixo de construção das políticas públicas. Não serão apenas técnicos de gabinete a definir prioridades, mas a vivência real das comunidades.

E é aí que mora o incômodo da oposição. A ausência de figuras como José Roberto Arruda e de parlamentares de partidos adversários no plenário não passou despercebida e nem tinham razão para comparecer.

Assistiram de longe pela TV Legislativa,  mas assistiram. E viram um evento que, além de grandioso, foi politicamente eficaz.

A memória recente ajuda a entender o peso do momento. Cenas semelhantes de mobilização institucional só foram vistas há duas décadas, no fim da era de Joaquim Roriz, outro nome de forte apelo popular.

A comparação não é trivial, ela sugere que há um capital político em movimento.  Celina Leão inicia sua jornada não como uma figura de transição, mas como uma liderança em afirmação.

Com respaldo popular, herança administrativa sólida e uma estratégia de governo voltada à forte presença do povo, ela altera o tabuleiro eleitoral desde já.

A oposição percebeu. E, ao que tudo indica, já entendeu: não será uma disputa simples. A “Leoa” entrou em campo, e o jogo mudou.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Parque Tecnológico de Robótica abre chamamento para startups

O parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec) lançou o chamamento público para seleção de...

Mais Radar

Arrependimento de Leila: o preço de usar o Senado para achincalhar a ABBP

Ao replicar denúncias vazias contra os portais da ABBP, a senadora Leila Barros feriu a liturgia do cargo, sabotou o próprio mandato e transformou o Senado em escudo para propagar notícias falsas.

Ele toma banho de “arruda” e “comigo-ninguém-pode” para se livrar da Ficha Limpa

Arruda recorre ao sobrenatural na tentativa de escapar das regras da Lei da Ficha Limpa, cujas alterações serão julgadas pelo STF e podem beneficiar políticos banidos por crimes de corrupção.

Ibaneis Rocha diz que Ficha Limpa não salva Arruda da inelegibilidade

Durante sua participação no programa "Vozes da Comunidade", o pré-candidato ao Senado  sublinhou que o inelegível Arruda carrega consigo 12 processos de improbidade, e que o Congresso errou ao alterar a lei da Ficha Limpa . "Cabe ao STF manter a originalidade da lei criada pela vontade de milhões de cidadãos brasileiros".

Fogo amigo: Bia Kicis usa fundo partidário para sabotar Celina e Michelle

Celina e Michelle viram alvo de desgaste patrocinado pelo PL do DF de Bia Kicis. Pesquisa manipulada do Veritá tenta queimar a imagem da governadora . O PP entrou com uma ação ação na justiça contra o Instituto Veritá

Bia contrata pesquisa acusada de forjar dados para prejudicar Celina Leão

Bia Kicis (PL) parece agir na "moita": seu partido pagou pesquisa fajuta e manipulada pelo Veritá para prejudicar Celina Leão. Mesmo com cargos no governo, a sabotagem da direção do PL é clara.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político