Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Ele toma banho de “arruda” e “comigo-ninguém-pode” para se livrar da Ficha Limpa

Publicado em

A partir de sexta-feira (22), o STF julga a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, que contesta a Lei Complementar 219/2025, que reduz prazos de inelegibilidade, imposta pela Ficha Limpa.

Se passar, o caso pode abrir caminho para que centenas de políticos condenados por corrupção e improbidade retomem direitos políticos.

Nenhum lugar traduz melhor essa expectativa do que os bastidores políticos de Brasília.

O ex-governador do DF, José Roberto Arruda (PSD), preso por ser pivô do conhecido escândalo da Caixa de Pandora, está impedido legalmente de disputar eleições. Mesmo assim, ele se movimenta como pré-candidato ao Palácio do Buriti.

No entanto, a sua estratégia eleitoral depende, exclusivamente, de um afrouxamento da lei pelo Supremo.

Essa ansiedade transformou a rotina recente do ex-governador em uma mistura curiosa de articulação política e apelo ao sobrenatural.

Conversas de bastidores revelam que Arruda tem recorrido a todas as crenças e rituais possíveis para tentar mudar seu destino na Justiça.

Sua superstição mais recente chama a atenção pelo trocadilho: toma banho forte de “arruda” misturado com a erva “comigo ninguém pode”. A receita de banhos diários pegou no “terecô”, próximo a Planaltina.

O político adotou o hábito confiando na sabedoria popular de que a planta (arruda), que carrega seu próprio sobrenome, tem o poder de espantar a inveja dos rivais e de abrir os caminhos travados pela burocracia dos tribunais.

Contudo, entre a fé e a realidade das urnas existe um abismo. O verdadeiro obstáculo de Arruda não está no plano espiritual, mas nos mais de 12 processos por improbidade que carrega. Se a Lei da Ficha Limpa permanecer como está, nem ela será capaz de salvá-lo.

Para ele e para tantos outros, o destino agora está nas mãos do plenário: nenhum banho de ervas terá o poder de substituir o voto dos ministros.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Cálculo político errado do MDB fortalece Celina e encolhe o ex-governador

Celina Leão sai fortalecida após o motim frustrado do MDB. Ibaneis Rocha e Rafael Prudente calcularam mal o jogo e saem enfraquecidos e isolados dessa queda de braço.

Mais Radar

Cálculo político errado do MDB fortalece Celina e encolhe o ex-governador

Celina Leão sai fortalecida após o motim frustrado do MDB. Ibaneis Rocha e Rafael Prudente calcularam mal o jogo e saem enfraquecidos e isolados dessa queda de braço.

A sabotagem sindical do Sinpro e o fetiche do PT para acabar com o BRB

A farsa sindical exposta: a esquerda tenta sabotar o socorro do BRB e usa o Sinpro-DF para fazer greve, e tenta usar professores como massa de manobra.

Motim fracassado de Ibaneis contra Celina deixa distritais sem credibilidade

Hermeto, Jaqueline Silva, Iolando e Daniel Donizet foram na onda de Ibaneis e Rafael Prudente para emparedar Celina Leão e inviabilizar o governo. Arrependeram-se, votaram a favor do empréstimo como “madalenas arrependidas”, mas o estrago está feito: perderam credibilidade e podem perder espaço no Buriti para sempre.

Depois do rombo, o MDB do DF se articula para tentar enterrar o BRB

Depois de permitir o saqueamento do mais importante banco público de Brasília, o MDB-DF agora age na moita para enterrar o BRB ainda vivo e agonizante. Quem ajudou a criar a crise tenta decretar o fim da vítima.

Celina salva o BRB enquanto o MDB esconde quem assaltou o banco

Enquanto Celina luta para tirar o BRB do buraco, Rafael Prudente critica, mas evita lembrar o papel do MDB na crise que resultou no maior escândalo financeiro já registrado em um banco público.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político