Se estivesse vivo, Luís Cláudio Rodrigues teria completado 49 anos de vida no último sábado. Ao invés de ser um dia de festa, como os outros celebrados pela família, parentes e amigos do motorista da Caixa Econômica, encontrado morto em uma cela da 13ª DP de Sobradinho, há exatos 30 dias, pedem ajuda para a rigorosa apuração dos fatos. O caso é tratado como suicídio, mas a família contesta o laudo inicial da polícia
Em um documento encaminhado na sexta-feira (11) ao Secretário de Segurança Pública do DF, o presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto, pede a apuração rápida do caso e que irá acompanhar as investigações.
O Ministério Público do Distrito Federal também instaurou um procedimento administrativo visando a apuração do caso. O advogado da família, Paulo César Machado Feitoza disse se a Policia Civil não esclarecer a verdade e não apresentar os culpados da morte de Luís Cláudio, ele irá recorrer à Corte Interamericana dos Direitos Humanos.
Luís Cláudio foi achado morto após ter sido detido por embriaguez ao volante ao bater no carro de um policial militar que não estava em serviço. Os agentes da 13ª DP só informaram a familiares de que Luís Cláudio estava morto após o pagamento da fiança no valor de R$ 1,2 mil. Na versão da polícia a vítima teria se enforcado com a camisa que usava no momento da prisão.
No entanto, em fotos tiradas pela família e enviadas ao Ministério Público, revelam diversos ferimentos nos pulsos, nas costas, na bacia, nos tornozelos e no pescoço da vítima. As fotos foram feitas no dia 15 de julho, após a necropsia realizada pelos peritos do Instituto Médico Legal.
Um médico legista particular contratado pela família de Luís Cláudio, ao analisar as fotografias, descartou a versão oficial da Polícia Civil de que a vítima se enforcou. Segundo o perito a morte do motorista da Caixa Econômica resultou de uma violenta agressão.

