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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Servidores da saúde irão buscar direito ao reajuste retroativo, diz Marli

Publicado em

Na sequência de uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal, servidores da saúde do Distrito Federal, liderados pelo SindSaúde-DF, iniciam mobilização por reajustes salariais retroativos a 2015.

A medida segue o precedente estabelecido para os professores, após a determinação de pagamento da 6ª parcela de reajuste pelo Governo do DF.

Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF, declarou que a busca pelo pagamento retroativo é “inegociável”.

Ela ressaltou o empenho de mais de 30 mil servidores na promoção da saúde pública, enfatizando que o reconhecimento financeiro é um direito legítimo. Rodrigues enfatiza: “É chegada a hora de reverter esse cenário. A justiça será feita; temos a convicção de que os servidores serão ressarcidos”.

A sindicalista anunciou ações coletivas em andamento no TJDFT, visando assegurar o pagamento do retroativo aos servidores.

Ela enfatizou ainda que o SindSaúde-DF planeja levar a luta até o Superior Tribunal de Justiça, se necessário, reforçando o compromisso com a justiça e equidade para os trabalhadores da saúde.

Entenda a causa:

A batalha pela justiça de carga horária, conquistada pelo SindSaúde e pela categoria após intensas mobilizações, remonta ao histórico movimento grevista de 2013.

Na época, o Governo Agnelo reconheceu, com muita resistência, o direito dos servidores da saúde a uma carga horária equivalente a 20 horas semanais, independentemente do cargo ou especialidade.

No entanto, ao assumir o mandato em 2015, o Governo Rollemberg recusou-se a cumprir a terceira e última parcela do reajuste, dando calote e deixando mais de 30 mil servidores desapontados e desiludidos.

Diante da intransigência do governo, o SindSaúde não se acovardou. Greves foram realizadas, propostas foram apresentadas, mas o compromisso não foi honrado.

Foi então que centenas de ações judiciais foram iniciadas, algumas com vitórias parciais, outras, infelizmente, rejeitadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDF).

Com a derrota do governo Rollemberg nas urnas, o SindSaúde renovou suas demandas ao Governo Ibaneis.

Após incansáveis negociações, finalmente, em abril de 2022, o pagamento da diferença salarial correspondente à terceira parcela foi iniciado.

No entanto, o valor retroativo ainda permanece pendente. Esse pagamento representa o reconhecimento da legalidade da Lei nº 5.174/2013 pelo Governo do Distrito Federal, mas não encerra a luta.

A questão da proporcionalidade remuneratória continua em pauta, especialmente para os servidores que sofreram prejuízos financeiros durante o período de transição de jornadas de trabalho.

 

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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