O advogado milionário Luís Felipe Belmonte, marido da deputada distrital Paula Belmonte, parece apostar todas as suas fichas em uma manobra ousada para alçar a esposa ao Palácio do Buriti em 2026. E não será como candidata a governadora, como propagandeiam.
Belmonte estimula o inelegível José Roberto Arruda (PSD) a continuar pedindo votos nas ruas, mesmo com a inelegibilidade ainda em xeque devido às condenações da Operação Caixa de Pandora.
No fundo, os Belmonte torcem fervorosamente para que Arruda não consiga registrar sua candidatura, repetindo o cenário de 2014, quando foi barrado e substituído pelo vice Jofran Frejat.
E tem rumo: Os Belmontes teriam comemorado o parecer do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, na última terça-feira (6), pelo deferimento da medida cautelar para suspender algumas das mudanças na Lei da Ficha Limpa.
O parecer do PGR barra os projetos dos atuais inelegíveis como Arruda, Antonhy Garotinho e Eduardo Cunha.
Na visão de Felipe, Paula Belmonte seria a substituta ideal em 2026, herdando a chapa e parte dos votos do arrudismo, uma estratégia que ignora lições do passado.
Em 2014, Frejat assumiu a cabeça de chapa após a desistência de Arruda, mas perdeu para a “conversa fiada” de Rodrigo Rollemberg, provando que a transferência de votos não é uma dádiva garantida.
Arruda pode atrair votos para si próprio, mas sua capacidade de transferir apoio a aliados é questionável, como demonstrado na eleição de 2022.
Naquele ano, sua ex-esposa Flávia Arruda, hoje Flávia Peres, foi derrotada por Damares Alves, apesar do apoio implícito de Arruda, revelando fragilidades como puxador de votos.
Essa aposta dos Belmonte em uma substituição forçada ignora que Paula pode não herdar o eleitorado arrudista, até porque o inelegível ex-governador prefere esperar outra oportunidade a entregar seu espólio político.



