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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Ibaneis Rocha: de tocador de obras ao Vai de Graça que apavora opositores

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Ninguém contesta que Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, se destacou nos últimos sete anos como um gestor incansável, responsável por obras de todos os portes nas 33 regiões administrativas do DF.

Contudo, seu maior feito pode não estar no concreto, mas na mobilidade urbana que, desde a sua implantação, vem apavorando seus opositores.

Nas rodas de conversa estreitas entre os partidos de oposição ao governo, como o PT, PSOL, PSB e PDT, o programa “Vai de Graça” pode ser a maior ameaça aos seus projetos de poder em 2026.

O programa “Vai de Graça”, iniciado em 1º de março de 2025, já oferece transporte público gratuito aos domingos e feriados, beneficiando usuários com cartões como o Mobilidade, Vale-Transporte ou Passe Livre Estudantil, que liberam as catracas manualmente.

Caso a gratuidade se estenda a todos os dias da semana em 2026, como teme a oposição, Ibaneis pode consolidar uma conquista histórica, transformando o acesso ao transporte no DF em tarifa zero, reduzindo desigualdades ao facilitar o acesso a trabalho, educação e serviços.

Além do impacto na mobilidade, Ibaneis já marcou sua gestão com programas sociais robustos.

O Prato Cheio atende 130 mil famílias com R$ 250 mensais para a compra de alimentos, enquanto os restaurantes comunitários servem cerca de 1,4 milhão de refeições por mês, com preços simbólicos de R$ 0,50 para café da manhã e jantar, e R$ 1 para o almoço.

Se o “Vai de Graça” se tornar um programa universal permanente, pode superar esses feitos, sendo o maior programa social da história do DF.

Esse avanço calaria críticos e superaria gestões opositoras que, apesar de promessas, nunca alcançaram a gratuidade no transporte público do DF. É isso que eles temem.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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