Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Gutemberg gera dívida de R$3,6 milhões por greve fracassada no DF

Publicado em

Após 18 dias de greve convocada pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, que terminou na última sexta-feira (20) sem sucesso, a entidade terá que arcar com uma multa de R$3,6 milhões por não cumprir uma ordem judicial que considerou a paralisação ilegal.

Para camuflar o fracasso da greve, Gutemberg Fialho conta com a colaboração da secretária de saúde Lucilene Maria Florêncio de Queiroz, que se comprometeu a apresentar uma proposta ao governador Ibaneis Rocha.

Ela chegou a se reunir com o sindicalista na última sexta-feira.

Nessa tratativa, alguém deve estar enganando alguém. Ou seja: de forma combinada, Lucilene “engana” Gutemberg e este por sua vez engana os médicos.

É bom que se deixe claro que nenhum secretário de governo tem poderes para apresentar proposta reivindicada por categorias.

São as categorias que apresentam as suas reivindicações diretamente ao governo.

É sabido que o GDF em maio passado, deu 18% de aumento para as 32 categorias de servidores públicos do Distrito Federal, que inclui os servidores da saúde.

O aumento dado pelo governo Ibaneis foi duas vezes maior do que os 9% dados pelo Governo Lula aos servidores federais.

No final da semana passada, o governo decidiu não atender a nenhuma solicitação de aumento dos funcionários da área da saúde, especialmente as solicitadas pelo Sindmédico, que apresentou uma proposta inicial de 100% e, em seguida, realizou uma promoção de 40%.

A greve política pessoal de Gutemberg Fialho gerou uma dívida de R$ 3, 6 milhões.

O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fernando Habibe aumentou a multa diária de R$ 50 mil para R$ 200 mil, decisão ignorada por Gutemberg Fialho.

As contas bancárias do sindicato já estão bloqueadas para o pagamento da dívida.

Caso não haja dinheiro suficiente, os diretores podem ter suas contas pessoais bloqueadas pela Justiça, em conformidade com a legislação.

No caso dos médicos faltosos, suas ausências não serão abonadas por serem servidores estatutários. Isso é uma exigência do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Muitos deles, que já estão no final de carreira, terão problemas futuros com a aposentadoria.

Como se vê, a situação não é nada confortável para quem se deixou levar pela falsa expectativa de uma greve política convocada por Gutemberg Fialho, candidato a deputado distrital em 2026, que causou prejuízo à população.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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