Há milagres que só acontecem em período eleitoral. Candidatos como Ricardo Cappelli (PSB), habituados aos sofisticados restaurantes da capital federal, descobrem, de repente, os restaurantes comunitários do DF para encher a pança.
É justamente nesses espaços, onde o almoço custa apenas R$ 1,00 e é destinado, prioritariamente, às famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.
Muitos candidatos passam a marcar presença durante a campanha, transformando um ambiente de assistência social em cenário para o marketing e agendas políticas.
É uma hipocrisia gritante. Eles só descobrem os restaurantes comunitários do DF na hora da campanha, quando a comida subsidiada pelo poder público se torna conveniente para conquistar votos.
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O povo que realmente depende desse alimento digno merece respeito, e não a instrumentalização partidária.
Neste período eleitoral, os adversários mais ferrenhos da governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, abandonam os restaurantes sofisticados e acorrem a esses espaços populares.
Levam consigo militantes, pagam pela comida um preço simbólico, furam filas, distribuem panfletos e transformam um serviço público essencial em um palanque improvisado.
Nos últimos oito anos, os restaurantes comunitários do Distrito Federal mantiveram suas portas abertas, oferecendo três refeições diárias por apenas R$ 2,00: café da manhã por R$ 0,50, almoço por R$ 1,00 e jantar por R$ 0,50.
A política pública, administrada pelo Governo do Distrito Federal, atende 18 unidades distribuídas em 16 regiões administrativas e beneficia, efetivamente, milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Os restaurantes comunitários do Distrito Federal atendem cerca de 46 mil pessoas por dia, totalizando mais de 1 milhão de refeições servidas mensalmente em suas unidades.



