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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Filippelli: “O inferno pré-eleitoral assombra todos os partidos do DF”

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Na política, há uma regra que raramente falha: quase tudo é decidido nos últimos minutos antes da meia-noite do prazo final para o registro das chapas.

A observação é do ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, reconhecido como liderança histórica e presidente de honra do diretório regional do partido no Distrito Federal, e considerado um dos mais experientes arquitetos políticos da capital.

Com a autoridade de quem participou de inúmeras campanhas eleitorais, ele afirma que nenhum dos partidos que disputará as eleições de 2026 chegou a este momento com suas chapas majoritárias e proporcionais totalmente definidas.

A avaliação de Filippelli também serve como resposta às análises que insistem em retratar o MDB do Distrito Federal como uma legenda mergulhada em crise e sem rumo.

Seguindo essa leitura, as indefinições enfrentadas pelos emedebistas não diferem das vividas por praticamente todas as siglas nesta reta final de articulações políticas.

Na convenção marcada para este sábado (01), o MDB definirá sua estratégia para a disputa eleitoral.

A tendência é que a legenda siga a orientação da direção nacional e trabalhe para recuperar o espaço que tradicionalmente ocupava na chapa majoritária liderada pela governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição.

A vaga ficou aberta após o anúncio do ex-governador Ibaneis Rocha, em 23 de julho, de que não disputará qualquer cargo nestas eleições.

Sem Ibaneis, dificilmente haverá outro nome a ser indicado. Rafael Prudente seria o nome da vez? A resposta ninguém tem, nem mesmo ele.

Enquanto isso, a chapa de Celina permanece em compasso de espera, tanto pela definição do MDB quanto pela confirmação da candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo PL.

Se o MDB enfrenta seus impasses internos, situação comum na reta final do calendário eleitoral, os demais partidos também convivem com dificuldades semelhantes.

O PSD, que tem o inelegível José Roberto Arruda, é bem emblemático neste quesito. As incertezas quanto à segurança jurídica de Arruda afugentam candidatos que já desistiram.

Paulo Octávio, presidente do partido, já não sabe se é candidato ao Senado ou se será cabo eleitoral do filho, candidato a distrital no grupo político liderado por Celina.

Sem Luiz Pitiman na disputa para deputado federal, o PSD ainda corre o risco de descumprir a meta estabelecida pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, de eleger pelo menos um representante para a Câmara dos Deputados.

O Partido Liberal também enfrenta suas tretas internas. A deputada Bia Kicis  meteu na cabeça que será candidata avulsa ao Senado. Pode ficar sem mandato, dizem os apoiadores.

Sem Bia para a Câmara, Alberto Fraga e Izalci Lucas vão pegar carona na aba política do inelegível Arruda. Resta o distrital Manzone, agora federal, abandonado no meio da estrada.

No campo da esquerda, o PT ainda não possui um nome de consenso para a vice de Leandro Grass, que não sobe nas intenções de votos, segundo as pesquisas.

O PSB, que realizará a sua convenção na próxima segunda-feira (03), não possui um número suficiente de candidatos para atingir o coeficiente eleitoral.

Rodrigo Rollemberg, o único deputado federal do partido, pode não se reeleger.

Esse é o cenário do momento. Afinal, como ensina a experiência de Filippelli, na política as decisões mais importantes quase sempre ficam para o último minuto do dia 5 de agosto.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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