O mundo político de Brasília ainda tenta entender o mais recente vídeo do ex-deputado Luís Miranda, acusado de “visionário golpista” por centenas de brasileiros que pagaram pelos seis ensinamentos virtuais de como prosperar na terra do Tio Sam.
No vídeo, Miranda acusa Linhares de nada menos que 119 faltas na Câmara. Prova? Um documento mostrado pelo próprio acusador, que, pasmem, indica exatamente 119 presenças.
Um erro de leitura digno de quem confunde ausência com dedicação. Mas quem é o “rei da mentira”?

Eleito em 2018, como um candidato virtual, longe do DF, o influenciador digital sequer se deu ao luxo de encarar o eleitorado ao fazer uso do Wi-Fi.
Foi eleito e tornou-se o home-bomba na CPI do Senado, onde denunciou Bolsonaro sobre compra da vacina Covaxin, da indiana Barath Biotech. Bolsonaristas dizem que ele cuspiu no prato que comeu.
Assim como se elegeu fácil pelo DF, mesmo morando nos Estados Unidos, Luiz Miranda achava que poderia fazer o mesmo em qualquer estado como se o raio caísse duas vezes em um mesmo lugar.
Na campanha de 2022, trocou o DF pelo domicílio eleitoral de São Paulo, sonhando com uma reeleição triunfal. Resultado: menos de 9 mil votos, insuficientes até para eleger um vereador na capital paulista.
Mas a vida pregressa de Miranda ficou famosa por uma reportagem investigativa do Fantastico da Globo de 2019, sobre acusações de golpes financeiros que ele supostamente aplicou.
O Fantástico investigou as denúncias de vítimas que perderam dinheiro, revelando o caso para o público. Veja:



