Há quase 30 anos de mandatos parlamentares, o deputado distrital pelo PT, Chico Vigilante, repete a mesma denúncia de sempre contra um suposto “cartel de combustíveis” no Distrito Federal, sem resultados concretos.
Saem governos, entram governos, inclusive aqueles sob a batuta petista e a narrativa muda conforme quem está no poder de mando.
Nos primeiros dias desse ano de 2026, ele apresentou representação ao CADE pedindo investigação sobre aumentos coordenados na gasolina, diesel e gás de cozinha nos postos do DF.
O aumento de R$ 0,10 por litro na gasolina decorre diretamente do reajuste do ICMS aprovado pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária).
O CONFAZ é um órgão colegiado que reúne os Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, e é presidido pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Esse Conselho tem como principal função celebrar acordos para definir normas sobre o ICMS.
Durante o governo Bolsonaro, Vigilante apelidava o ex-presidente de “capiroto” e atribuía os altos preços exclusivamente à política federal de paridade com o dólar.
Agora, sob Lula, conhecido historicamente como “sapo barbudo” por críticos, o deputado evita culpar o governo federal pelos reajustes tributários semelhantes.
Essa seletividade revela oportunismo político: o “cartel” alegado persiste há décadas, mas a narrativa muda conforme o ocupante do Planalto.
Os consumidores do DF continuam pagando uma das gasolinas mais caras do país, enquanto denúncias repetidas não baixam os preços nas bombas.
O discurso do distal parece mera retórica para manter visibilidade eleitoral. Até o próximo aumento.



