Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Depois do “governo das trevas”, os sinos voltam a badalar sobre Brasília.

Publicado em

Eis um trecho do que escreveu no Instagram o governador Ibaneis Rocha ao falar sobre a reinauguração do sistema que move os quatro sinos de bronze no alto do campanário da Catedral Metropolitana de Brasília, em cerimônia ocorrida nesta quinta-feira (03).

“Quando assumimos o governo em 2019, fizemos uma reconciliação com as igrejas de todas as matrizes, com a criação de programas que permitiram a regularização de inúmeros templos”.

“Isso trouxe paz a quem quer professar sua fé. Hoje, é uma alegria enorme ouvir os sinos da nossa belíssima Catedral novamente, um momento de renovação para Brasília.”

Às seis horas da tarde (horário do Angelus), foi possível ouvir pela primeira vez desde 2018 o soar das badaladas dos quatro sinos de bronze, denominados Santa Maria, Nina, Pinta e Pilarica, assentados sobre a torre, uma estrutura de concreto e ferro criada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Ao falar da reconciliação de paz e de fé entre o Governo do DF e o maior símbolo da Igreja Católica da capital federal, o governador Ibaneis Rocha remete a um período violento e de intolerância religiosa, um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, ocorrido durante o governo Rollemberg.

Muitas igrejas, lugares sagrados ao culto de Deus, foram derrubadas nas comunidades do DF sob a alegação de terem sido construídas em áreas invadidas.

Pastores e católicos foram acusados de grilagem por um governo que mais derrubou moradias, sem se importar com a regularização fundiária, apesar de contar com inúmeras leis para isso.

As palavras de Ibaneis Rocha foram quase um pedido de perdão pelo massacre contra as igrejas do DF durante o governo mais tenebroso da história política da capital federal.

“Quando assumimos o governo em 2019, fizemos uma reconciliação com as igrejas de todas as matrizes, com a criação de programas que permitiram a regularização de inúmeros templos. Isso trouxe paz a quem quer professar sua fé. Hoje, é uma alegria.”

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Nota Legal habilita 1.648.250 contribuintes para o sorteio do dia 20 de maio

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) encerrou o processo de habilitação, no Nota...

Mais Radar

Lulinha na mira da PF: a prova definitiva de que a Polícia Federal não é do Lulão

Enquanto Lula diz "nossa PF", a investigação sobre as viagens de Lulinha bancadas pelo Careca do INSS mostra a verdade: aqui ninguém manda. A Polícia Federal é de Estado, doa a quem doer.

PSD-DF não embarca com Arruda e espera decisão de Cármen Lúcia, diz PO

Paulo Octavio, presidente do PSD-DF, rechaça apoio à fragilíssima candidatura de José Roberto Arruda, inelegível  com processo ainda no STF. Declara apoia Celina Leão e foca na eleição do filho, André Kubitschek.

Esquerda moribunda do DF racha, insiste nos erros e caminha ao fracasso

Fora do poder desde 2018, após a queda de Rollemberg, o pior governador da história do DF, o campo progressista perdeu força, discurso e conexão com o eleitor. A dura realidade foi admitida por Ricardo Cappelli em encontro com petistas.

Cappelli curte celebração dos 71 anos de Bolsonaro no Instagram de Celina

O efusivo “like” de Ricardo Cappelli em uma publicação que comemorava os 71 anos de Jair Bolsonaro pode ser interpretado como um lapso resultante de uma crise existencial que apenas Freud seria capaz de explicar.

Canoa de Arruda afunda! Aliados viram facas nas costas do inelegível útil

Punhaladas pelas costas marcam a implosão da pirataria política do inelegível Arruda. Aliados se enfrentam, expõem traições e transformam a própria articulação política em um cenário de caos e desconfiança. Ô povo doido!
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político