Celina Leão escolheu Ceilândia. Não foi por acaso. A região mais populosa do Distrito Federal, dona de um dos maiores colégios eleitorais da capital, serviu de berço, neste sábado (18), para o nascedouro da pré-candidatura da governadora à reeleição.
Se a intenção era mostrar força, o endereço ajudou a entregar o recado. A praça do Restaurante Comunitário recebeu moradores, lideranças comunitárias, parlamentares e aliados.
Bandeiras, camisetas e discursos deram ao encontro a atmosfera dos antigos atos de campanha. Ali começava aquilo que os aliados já tratam a onda como o “Celinaço da Leoa”.
Toda campanha gosta de uma onda. Melhor ainda quando ela começa antes da campanha. Celina chega à disputa amparada por uma ampla frente partidária.
Doze legendas estão no arco de alianças construído em torno de seu projeto político.
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PP, PL e Republicanos formam a chapa majoritária. Os outros partidos dão musculatura à pré-candidatura.
Uma semana antes, o movimento passou por Santa Maria. Mas foi em Ceilândia que a Leoa fincou o marco zero de uma caminhada que pretende percorrer as 35 regiões administrativas do Distrito Federal.
Não será um lançamento único da pré-candidatura de uma mulher que fez e continua fazendo como atual governadora do Distrito Federal. Ela vai bater de porta em porta.
Foi assim que Joaquim Roriz construiu boa parte de sua força política. Celina aprendeu com ele.
O evento de Ceilândia parecia um filme rebobinado de 2010, quando Celina deu seus primeiros passos em sua caminhada rumo à Câmara Legislativa, sob o porto seguro do maior líder político da história do DF.
O mandato veio como reconhecimento pelo trabalho, como Secretária da Juventude de Roriz, incentivando centenas de jovens e abrindo caminhos por meio do esporte.
Em seu discurso, entrecortado por lágrimas, a governadora procurou dar à disputa um sentido de missão.
“Vocês não estão abraçando uma candidatura, estão abraçando uma missão: cuidar de quem mais precisa, com carinho, amor e acolhimento de verdade”, afirmou.
Também falou sobre a presença feminina na política e disse que, quando uma mulher chega ao governo, abre caminho para que outras acreditem que também podem chegar.
Aliadas como Damares Alves e Bia Kicis reforçam o campo político no qual Celina pretende caminhar.
É uma aliança que reúne centro-direita, direita e setores conservadores em torno de um mesmo projeto eleitoral.
A oposição terá pela frente o desafio de enfrentar uma candidatura que começa com estatura partidária e presença territorial e entregas à população.
Na política do DF, quem consegue falar com a periferia larga com uma vantagem estratégica importante. O “Celinaço”, como batizaram os aliados, começou em Ceilândia e segue a sua onda.
O tabuleiro está montado e as peças já estão em movimento. O eleitorado começa a deixar a timidez de lado e a embarcar numa crescente onda de entusiasmo, impulsionada pela ampla união partidária que se desenha em torno da recondução de Celina Leão ao comando do Palácio do Buriti.
Pelo que se viu neste sábado, o vento sopra forte a favor dela.



