O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB, Ricardo Cappelli, ainda não se manifestou publicamente sobre a reportagem publicada pelo portal Fatos Online na quinta-feira (16), que menciona supostos prints de conversas trocadas pelo WhatsApp entre o empresário Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda.
Segundo a publicação, as mensagens teriam sido extraídas de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal.
O caso ganhou repercussão por envolver o nome de Ricardo Cappelli, pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, que tem feito constantes denúncias, em suas redes sociais, sobre o caso envolvendo o BRB/Master.
Diante da repercussão da reportagem, o Radar DF procurou Ricardo Cappelli para apresentar sua versão dos fatos ou prestar qualquer esclarecimento sobre o conteúdo divulgado.
A redação encaminhou ao WhatsApp pessoal do pré-candidato o seguinte pedido de posicionamento:
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Em vez de apresentar esclarecimentos específicos, Cappelli respondeu com xingamentos e afirmou que pretende adotar medidas judiciais, inclusive contra o Radar DF, caso publicasse essa matéria. Pronto, a matéria está publicada.
Em uma publicação feita pelo Tudo OK Notícias, o jornalista Josiel Ferreira conseguiu falar com Marlon Costa, coordenador da pré-campanha de Cappelli.
Ele confirmou que Ricardo Cappelli havia sido procurado por pessoas ligadas ao Banco Master. Ouça a conversa:
Nossa posição
O Radar DF reafirma seu compromisso com o jornalismo, com o contraditório e com o direito da sociedade à informação.
Qualquer candidato a cargo político, ou figura pública, seja no Distrito Federal ou em outra jurisdição, possui o dever de prestar esclarecimentos quando seu nome é mencionado em contextos de suposta irregularidade.
Tal é o caso de Ricardo Cappelli, candidato ao governo do Distrito Federal.
Seu nome foi citado em registros de mensagens supostamente extraídas do aparelho telefônico do ex-banqueiro Daniel Vocaro, em diálogo mantido com Thiago Miranda. Ambos estão presos por determinação do ministro André Mendonça, do STF.
É inadmissível que um postulante ao governo do Distrito Federal negligencie a necessidade de dirimir dúvidas ou suspeitas acerca de um caso de ampla repercussão nacional, referente ao golpe financeiro bilionário envolvendo o banco Master e o BRB.
Ao ser contatado pelo Radar DF, o pré-candidato, em vez de esclarecer os fatos e aproveitar a oportunidade para reiterar sua ausência de envolvimento perante a opinião pública, optou por uma postura hostil.
O Radar DF ressalta que não se intimida diante de ameaças, partam de onde partirem. Cappelli tem, sim, como candidato ao governo do DF, a obrigação de explicar por que o seu nome foi parar no telefone de Vorcaro.





