A chamada República de Itajubá voltou a se reunir. No último sábado, integrantes do grupo participaram de um almoço na casa de Paulo Roxo, apontado como operador da campanha de José Roberto Arruda.
Segundo a publicação nas redes sociais, o encontro serviu para avaliar os rumos de uma campanha interrompida pela Justiça Eleitoral.
Arruda teve a candidatura ao Governo do Distrito Federal barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em setembro, por cinco votos a dois.
A Corte manteve o entendimento de que ele permanece inelegível em razão de condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Fora da disputa, o ex-governador passou a atuar como garoto-propaganda do PT em favor de Leandro Grass, candidato derrotado por Celina Leão (PP) no segundo turno.
A aposta não deu resultado, mas o grupo parece não ter abandonado a ambição de um dia voltar ao poder. A mensagem que acompanha a fotografia sugere que a República de Itajubá pretende ressurgir em 2030.

O problema é que, segundo o entendimento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, Arruda só poderia voltar a disputar eleições no Distrito Federal em 2034.
Mas o que significa República de Itajubá? A expressão é uma referência irônica a Itajubá, município do sul de Minas Gerais, onde Arruda nasceu e que também é terra natal de integrantes de seu círculo político.
O apelido sugere um grupo fechado, unido por origens comuns e interesses políticos.
O almoço pode ter sido apenas uma confraternização, mas a sinalização de 2030 indica que a derrota para a lei da Ficha Limpa, não encerrou as pretensões políticas do inelegível.
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